Índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo, pesquisado pelo IEA, subiu 1,55% em janeiro.
IqPR subiu 1,55% em janeiro
No que depender do comportamento dos preços no campo brasileiro, é de se esperar que a pressão dos alimentos sobre os índices inflacionários domésticos perdure por mais alguns meses. “Vilão da inflação” desde meados do ano passado no país, o grupo segue em alta sustentado por influências internacionais e demanda interna firme.
O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), subiu 1,55% em janeiro, segundo levantamento divulgado ontem. Foi a 6ª variação positiva mensal consecutiva do indicador, termômetro importante nessa frente por ser São Paulo o maior Estado consumidor do país. Com mais esse salto, o IqPR passou a acumular alta de 53,44% nos últimos 12 meses, segundo o IEA.
O tom altista de janeiro foi conferido pelo grupo formado por 14 produtos de origem vegetal. O grupo subiu, na média ponderada, 3,51% no mês passado, puxado pelos saltos do tomate para mesa (49,96%), do café (11,46%) e da laranja para mesa (9,28%). Já o grupo composto por seis itens de origem animal caiu 3,32% no mês, pressionado sobretudo pelas quedas das carnes suína (9,99%) e de frango (4,48%).
Leia também no Agrimídia:
- •Clima favorável eleva estimativa da safra de verão e Brasil caminha para colheita recorde de milho
- •México confirma surto de gripe aviária em granja comercial de galinhas poedeiras
- •Comitiva da ABPA reforça relações institucionais com a China na CIIE 2026
- •FPA negocia mudanças na MP das dívidas rurais para destravar crédito antes do fim do prazo de validade
Nos últimos 12 meses, apenas dois dos 20 produtos pesquisados pelo IEA (arroz e batata) apresentam quedas dos preços pagos aos produtores. Todos os demais registraram valorizações, com destaque para laranja para mesa (123,5%), tomate para mesa (74,36%), banana nanica (63,88%), café (55,79%) e milho (51,27%).
Mas, conforme análise divulgada pelo IEA, a curva ascendente pode estar perto do limite. “Para muitos produtos a conjuntura de janeiro de 2011 mostra a formação de expectativas que indicam quedas de preços, iniciando o processo de reversão das altas de 2010, em função da entrada da safra de produtos vegetais em curso e da maior oferta de produtos animais (carnes, ovos e leite) que reduziu todos os preços das proteínas animais no último mês de janeiro”.
Confirmadas as expectativas de contenção do movimento no campo, a tendência natural é que a pressão dos alimentos no atacado e no varejo diminua. Em janeiro, o Índice Ceagesp, que mede o comportamento de uma cesta de mais de 100 frutas, verduras e legumes, entre outros, e que serve de referência para os preços no atacado paulista, subiu 4,45% e passou acumular variação positiva de 2,05% em 12 meses. E no Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que subiu 1,15% no mês passado, a variação positiva do grupo alimentos foi de 0,73%.






















