Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Economia

Rossi critica plano francês de regular estoques de alimentos

Ministro atribui parte da alta dos preços mundiais à especulação. “Todos os dias tomamos medidas em relação a preços”, disse Wagner Rossi.

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O ministro da Agricultura, Wagner Rossi criticou ontem a posição defendida pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, de intervir nos preços das commodities por meio da criação de estoques reguladores. Rossi lembrou que a pressão gerada pela valorização das commodities agrícolas é uma realidade, mas que se deve a uma série de fatores e nenhum deles é “culpa do Brasil”.

“Enquanto os preços estavam em queda, nenhum presidente ou chefe de Estado propôs uma intervenção sobre os preços. Agora querem limitar os ganhos dos produtores brasileiros”, disse o ministro, que participou ontem da primeira reunião do ano do Conselho Superior do Agronegócio, órgão da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O ministro brasileiro atribuiu boa parte da alta dos preços à especulação provocada pelo mercado financeiro e disse que existem “mitos” a serem desfeitos. “Os preços do arroz e do feijão, base da alimentação do brasileiro, estão abaixo do mínimo, o que está levando o governo a fazer leilões de compra”, disse. “Todos os dias tomamos medidas em relação ao preço, seja para apoiar o produtor ou para evitar especulações”, afirmou Rossi.

Na avaliação do ex-ministro Roberto Rodrigues, presidente do conselho da Fiesp, não existe uma solução para a alta nos alimentos, pois ela faz parte de um movimento cíclico da atividade produtiva. “A tese francesa é recorrente e estrategicamente importante, desde que haja produtos para serem armazenados”, disse Rodrigues, observando que a demanda por alimentos cresceu em um ritmo superior ao aumento da oferta.

Durante sua apresentação aos membros do conselho da Fiesp, Rossi defendeu uma aproximação maior entre o setor privado e o governo federal. Ele lembrou o pedido da presidente Dilma Roussef pela modernização administrativa e de procedimentos da Pasta, e defendeu a discussão, com o setor, do que chama de campanha caluniosa contra produtos brasileiros, como carnes e álcool, na União Europeia. “Chegou a hora de agirmos”.

Outra medida que o ministro prometeu avaliar é a entrada em vigor do decreto 7.029, de 10 de dezembro de 2009, prevista para 12 de junho deste ano. A decisão prevê a regularização ambiental das propriedades rurais do país. Ele não descartou a possibilidade de ser solicitada uma nova prorrogação no prazo.

O assunto ganhou destaque depois que o Banco do Brasil enviou um comunicado às agências lembrando o decreto e informando que as liberações de recursos para a nova safra, a 2011/12, só serão feitas se as propriedades estiverem adequadas. “O banco precisa cumprir a legislação vigente. Se ela for alterada em algum momento vamos aplicar a norma que estiver valendo no momento do pedido e por enquanto é a do decreto”, disse Luis Carlos Guedes Pinto, vice-presidente de agronegócio do Banco do Brasil.

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