Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Economia

Rossi critica plano francês de regular estoques de alimentos

Ministro atribui parte da alta dos preços mundiais à especulação. “Todos os dias tomamos medidas em relação a preços”, disse Wagner Rossi.

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O ministro da Agricultura, Wagner Rossi criticou ontem a posição defendida pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, de intervir nos preços das commodities por meio da criação de estoques reguladores. Rossi lembrou que a pressão gerada pela valorização das commodities agrícolas é uma realidade, mas que se deve a uma série de fatores e nenhum deles é “culpa do Brasil”.

“Enquanto os preços estavam em queda, nenhum presidente ou chefe de Estado propôs uma intervenção sobre os preços. Agora querem limitar os ganhos dos produtores brasileiros”, disse o ministro, que participou ontem da primeira reunião do ano do Conselho Superior do Agronegócio, órgão da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O ministro brasileiro atribuiu boa parte da alta dos preços à especulação provocada pelo mercado financeiro e disse que existem “mitos” a serem desfeitos. “Os preços do arroz e do feijão, base da alimentação do brasileiro, estão abaixo do mínimo, o que está levando o governo a fazer leilões de compra”, disse. “Todos os dias tomamos medidas em relação ao preço, seja para apoiar o produtor ou para evitar especulações”, afirmou Rossi.

Na avaliação do ex-ministro Roberto Rodrigues, presidente do conselho da Fiesp, não existe uma solução para a alta nos alimentos, pois ela faz parte de um movimento cíclico da atividade produtiva. “A tese francesa é recorrente e estrategicamente importante, desde que haja produtos para serem armazenados”, disse Rodrigues, observando que a demanda por alimentos cresceu em um ritmo superior ao aumento da oferta.

Durante sua apresentação aos membros do conselho da Fiesp, Rossi defendeu uma aproximação maior entre o setor privado e o governo federal. Ele lembrou o pedido da presidente Dilma Roussef pela modernização administrativa e de procedimentos da Pasta, e defendeu a discussão, com o setor, do que chama de campanha caluniosa contra produtos brasileiros, como carnes e álcool, na União Europeia. “Chegou a hora de agirmos”.

Outra medida que o ministro prometeu avaliar é a entrada em vigor do decreto 7.029, de 10 de dezembro de 2009, prevista para 12 de junho deste ano. A decisão prevê a regularização ambiental das propriedades rurais do país. Ele não descartou a possibilidade de ser solicitada uma nova prorrogação no prazo.

O assunto ganhou destaque depois que o Banco do Brasil enviou um comunicado às agências lembrando o decreto e informando que as liberações de recursos para a nova safra, a 2011/12, só serão feitas se as propriedades estiverem adequadas. “O banco precisa cumprir a legislação vigente. Se ela for alterada em algum momento vamos aplicar a norma que estiver valendo no momento do pedido e por enquanto é a do decreto”, disse Luis Carlos Guedes Pinto, vice-presidente de agronegócio do Banco do Brasil.

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