Preços mundiais dos alimentos batem recorde em janeiro, segundo os dados da FAO. É a sétima alta consecutiva.
Alta dos alimentos
Os preços mundiais dos alimentos atingiram em janeiro o valor mais alto desde 1990, ano em que as Nações Unidas iniciaram o registo.
O índice calculado pela FAO subiu pelo sétimo mês consecutivo. Atingiu os 231 pontos, destronando o recorde de Junho de 2008, no auge da crise alimentar mundial.
“Qualquer coisa que tenha trigo, massas, açúcar, produtos de panificação, leite, ovos, manteiga, produtos básicos, é o que está a ser mais afetado. Vaca, porco, galinha..”, diz o comprador de mercearia Dan O’Neill.
Leia também no Agrimídia:
- •Produtividade sustentou o agro por 25 anos, mas crédito caro deixou o setor exposto após a pandemia, aponta Cepea
- •ABCS e ABEGS apresentam pautas sanitárias da suinocultura ao novo diretor do departamento de Saúde Animal
- •Paraná deve colher 22,75 milhões de toneladas de soja em 2026/27, estima Deral
- •Mercado de frango segue sem impacto dos novos focos de Newcastle em SC
Os produtores de carne de porco preparam-se para preços recorde no verão. Prevê-se uma subida de dez por cento em relação ao ano passado.“Vamos ver o preço do porco aumentar, os produtores a ganharem mais, mas isso vai refletir-se ao nível do retalho”, realça o produtor Mike Woltmann.
O recorde dos preços alimentares constitui uma séria ameaça à estabilidade social e económica, sobretudo nas regiões mais pobres.






















