Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 72,10 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,28 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,36 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,17 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,66 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,04 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.223,46 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.091,17 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 224,93 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,13 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
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Safra

Nova fronteira agrícola é destaque

Modernas tecnologias, clima favorável e “Matopiba” garantem cultivo 17% superior nesta safra.

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Nova fronteira agrícola é destaque

A nova fronteira agrícola conhecida como Matopiba, que compreende as regiões produtoras dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, vem se destacando no mercado de grãos. O clima estável, com regime de chuvas equilibrado, e a topografia plana do solo, característica do bioma cerrado, são apontados pelo gerente de Levantamento e Acompanhamento de Safras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Carlos Bestétti como pontos favoráveis ao desempenho da região. Segundo ele, a grande expansão aconteceu nos últimos dez anos pela influência de produtores vindos da região Sul do país, com uso de modernas práticas agrícolas, em busca de áreas mais extensas e baratas para produzir em larga escala.

“As boas perspectivas da região apontam para uma crescente produção nos próximos anos, devido à grande área de cerrado que, sem desobedecer à legislação ambiental, possibilita avançar para novos polos produtivos”, destaca o coordenador. Os agricultores podem aumentar a produção sem necessidade de desmatamentos em áreas frágeis, utilizando tecnologia moderna. Na safra 2009/2010, a região produziu cerca de 12,2 milhões de toneladas de grãos. A previsão para esta safra é de um aumento de 17%. Na área plantada, houve um aumento de 10% em relação à safra anterior. “Levando em consideração essa escalada de produção e a abertura de novas áreas, a tendência é o aumento da participação destes estados na produção nacional, que hoje é de 15 milhões de toneladas”.

Até pouco tempo, os estados do Maranhão, Piauí e Bahia, tinham praticavam a agricultura de subsistência, com exploração em pequenas áreas, sem uso de tecnologia. O cultivo da terra se caracterizava pelas práticas culturais básicas e sequenciais: roçar e cortar o mato, arar a terra, fazer a queimada e a semeadura. Raramente era utilizada adubação química. “Trata-se de uma exploração praticamente extrativista. Quando a terra fica esgotada é abandonada e nova área é arada e queimada”, explica Bestétti.

A chegada de produtores de outros estados, praticantes da agricultura empresarial, estimulou a abertura de grandes áreas disponíveis para plantio, com o uso de tecnologia de ponta. Foram justamente esses produtores que fizeram os estados do Maranhão, Piauí e Bahia alcançar destaque na produção nacional.

O estado de Tocantins teve características diferentes na sua colonização. Além da agricultura de subsistência, inicialmente, contou com ações inovadoras como o Projeto Rio Formoso. Implantado há mais de 30 anos com o apoio do governo federal, o projeto incentiva a produção de arroz irrigado. Na década de 1980, muitos produtores foram atraídos para a região devido ao apoio financeiro oferecido para a cultura. Com a disponibilidade de terra, água, tecnologia e recursos financeiros, os agricultores migraram para o estado. A produção deu um grande salto e novos investidores foram atraídos pelo sucesso dos primeiros.

Infraestrutura

O agronegócio da Matopiba também foi favorecido com a inauguração da Eclusa do Tucuruí, no Rio Tocantins, em novembro de 2010. “A região tem deficiência de infraestrutura para o escoamento de grãos, principalmente a soja, e a hidrovia do Rio Tocantins surgiu como uma solução”, ressalta o coordenador de Serviços de Infraestrutura Rural, Logística e Aviação Agrícola do Ministério da Agricultura, Carlos Alberto Nunes.

O potencial de transporte hidroviário na área pode chegar a 18 milhões de toneladas, com outras alternativas em andamento, como a construção da Ferrovia Norte-Sul, da eclusa de Lageado (Tocantins) e a execução do  projeto da eclusa de Estreito, na divisa de Tocantins com o Maranhão. “Tudo isso, alia à adequação e ampliação dos portos de Vila do Conde e Outeiro (Belém-PA) e Itaqui (São Luís-MA), vias naturais de exportação dos produtos da região, irá favorecer ainda mais o desenvolvimento da região”, diz.

Para vencer um desnível que chega a 75 metros, Tucuruí conta com duas eclusas, separadas por um canal intermediário de 6 km de extensão. O investimento total do governo federal foi de R$ 1,6 bilhão. As eclusas foram dimensionadas para a movimentação de embarcações com cargas de grandes volumes, como graneis agrícolas. “É o primeiro passo para melhorar a navegabilidade do rio, criando a opção desse novo modo de transporte para reduzir o custo logístico no escoamento da crescente produção da região”, ressalta o coordenador.

Desde o último mês de janeiro, as eclusas se encontram em fase de testes e têm previsão de entrada em operação a partir de março. Entretanto, os produtores de grãos devem esperar a adequação dos portos de Vila do Conde e Outeiro, no Pará, para usufruírem da redução de até 15% no custo do frete. A expectativa é de que isso já seja possível na safra de 2011/2012.

No futuro, com a conclusão das eclusas de Estreito e Lageado, o trecho navegável do rio Tocantins será ampliado para 1,5 mil km. “As obras permitirão o aumento da produção de grãos (soja e milho) em diversos municípios, mediante a conversão de áreas de pastagem sem novos desmatamentos, o que representará mais um grande passo a favor do agronegócio brasileiro”, finaliza o coordenador.

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  • Milho - Indicador
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  • Suíno Carcaça - Regional
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