Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,65 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,00 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,23 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 140,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,40 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.437,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 125,60 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,66 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,15 / cx
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Economia

Problema da inflação não é a carne

Para Abrafrigo, problema da inflação não é a carne e nem os alimentos e sim as margens dos supermercados.

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A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), emitiu nota contestando as informações da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), que apontou os produtos que tiveram as maiores altas nos supermercados em 2010: feijão (51,6%), papel higiênico (43,3%) e carne traseiro (34,9%). “O verdadeiro vilão da inflação está nas margens dos supermercados que não param de crescer e que estão chegando a níveis absurdos”, relata o presidente-executivo da entidade, Péricles Salazar. Ele apontou, por exemplo, um estudo da Scot Consultoria realizado entre os dias 10 e 14 de janeiro de 2011, no mercado paulista, onde as margens das grandes redes de supermercados eram de 123% para cortes como o lagarto; de 104% para o patinho; de 137% no filet mignon e de 95% no coxão mole. “ É um  setor altamente concentrado, com quatro ou cinco grandes redes dominando o mercado e elas são responsáveis por 70% da carne comercializada no Brasil”, acrescenta Péricles Salazar.
Segundo ele, é uma injustiça muito grande considerar a carne ou o feijão o vilão da história porque justamente por receberem preços muito baixos os produtores tiveram de abater suas matrizes ou abandonar a atividade, alugando suas terras para cana ou reflorestamentos, o que levou a escassez atual. Mas quem fica com a maior parte da renda obtida a partir dos preços altos é o setor de supermercados”, garante ele. Para Péricles Salazar, junto com a queda no número de cabeças do rebanho bovino brasileiro nos últimos anos houve o aumento de renda e do PIB que elevaram o consumo, subindo os preços. “O problema é que os supermercados não se sensibilizaram para o fato de que o aumento de preços no nível de produtor significava apenas uma saída de uma situação de difícil e estão elevando continuadamente suas margens”, finalizou.

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