Safrinha de milho poderá ter uma redução de área ainda maior no Mato Grosso. Clima prejudica produção.
Redução da safrinha no MT

Quando a safrinha de milho de Mato Grosso foi projetada no início de 2011, já era esperada uma redução de 7% na área plantada em comparação ao ano passado. Com isso, a expectativa era que fossem cultivados 1,8 milhão de hectares, logo após a colheita da soja no Estado. Com os problemas climáticos que atrasam a colheita de soja, o plantio de milho tem sido prejudicado e é possível que nem os 1,8 milhão de hectares previamente estimados consigam ser totalmente semeados.
Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que até a semana passada 1,64 milhão de hectares de milho estavam cultivados. “O problema é que a janela de plantio estourou. Plantar agora é um risco muito alto porque pode faltar chuva em momentos críticos do desenvolvimento das plantas, o que geralmente ocorre em maio”, afirma Maria Amélia Tirloni, analista de grãos do Imea.
Ela prefere esperar até o fim de março para estimar uma nova área para o milho safrinha em Mato Grosso. Ela considera, inclusive, que produtores que estavam com o plantio planejado mudem de ideia e desistam do cultivo devido ao risco elevado.
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Se a falta de chuva pode ser um limitante para o milho, para a soja o problema tem sido o excesso dela. Depois de sete semanas do início da colheita em Mato Grosso e há quatro do fim, metade da safra ainda está no campo. Até a semana passada, 50% da área cultivada havia sido colhida, sendo que para a mesma época do ano em 2010 o percentual de colheita era de 77%, conforme o Imea.
“A colheita da soja está atrasada desde o início, mas as chuvas que atingem o Estado têm sido um fator importante para piorar a situação. Se não fossem as chuvas, a colheita estaria atrasada, mas não tão atrasada assim”, diz Maria Amélia. A pesquisadora lembra que, mesmo com as chuvas, houve um avanço de 11 pontos percentuais na colheita durante a semana passada, o segundo maior já registrado. “Sem chuva o avanço teria sido maior e o atraso, menor”.
Para não perder a soja no campo muitos produtores estão realizando a colheita com altos níveis de unidade. De modo geral, o grão sai da lavoura com um grau de umidade entre 16% e 18%, mas diante da atual situação que vive o Estado, a colheita tem sido feita com, no mínimo, de 20%. Nesses níveis, o desconto dado quando a soja chega aos armazéns passa a ser muito maior, já que, na média, o teor de unidade adotado é de 14%.





















