Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,65 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,00 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,23 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 140,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,40 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.437,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 125,60 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,66 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,15 / cx
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Exportação

Solução para embargo russo

Suinocultores esperam solução rápida para embargo russo. Medida restritiva à exportação é vista como parte de estrátegia protecionista.

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Solução para embargo russo

Alegando problemas sanitários, a Rússia suspendeu parte das exportações de três frigoríficos catarinenses da BRF Brasil Foods. Os produtores de suínos em Santa Catarina defendem que não existem motivos sanitários para o embargo russo e afirmam que a decisão foi causada por proteção de mercado.

O assunto será discutido em uma reunião entre representantes dos Ministérios da Agricultura dos dois países marcada para amanhã.

Especialistas acreditam que o embargo não deve durar muito tempo. O assunto deve ser resolvido em até 35 dias, na opinião do vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc), Eroni Barbieri. O presidente do Instituto Nacional da Carne Suína (INCS), Wolmir de Souza, lembra que no segundo semestre os russos fazem estoque para atravessar o inverno, mais um motivo para solução rápida. Ele acredita que a situação está resolvida até agosto deste ano.

Ambos concordam que o novo embargo russo não deverá ter um grande impacto aos negócios catarinenses, porque ele ocorre em um momento em que os produtores estão animados com a possibilidade de negócios com os Estados Unidos, o Canadá e a China.

O presidente do INCS declara que é preciso esforço para firmar parcerias com estes países e diversificar a clientela. Desta maneira, o Brasil deixaria de ser refém de um comprador tão poderoso como a Rússia, principal mercado das exportações de carne suína do país e de SC. Para Souza, as parceria com outros mercados forçariam o governo russo a mudar o seu comportamento em relação às medidas restritivas, com o risco de perder o Estado como fornecedor.

Do volume total de exportações de carne suína pelo Brasil em 2010, 234 mil toneladas tiveram como destino a Rússia – 22,3 mil toneladas de frigoríficos catarinenses. O vice-presidente da federação catarinense explicou que o embargo é uma resposta do governo russo à pressão de produtores do país, mas afirma que o problema sempre é contornado. Ele afirma que já perdeu a conta de quantas vezes essa situação aconteceu.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro Camargo Neto, disse que tem sido normal a suspensão de frigoríficos. Eles entram e saem da lista de empresas autorizadas pelos russos.

Após inspecionar as unidades da BRF Brasil Foods em Chapecó, Concórdia e Capinzal, no início de abril, o governo russo anunciou que iria descredenciá-los no final do mês. A Abipecs afirma que não há detalhes sobre as restrições.

O vice-presidente da Faesc reforçou que o problema será resolvido num curto espaço de tempo e sugeriu aos produtores manter os investimentos. Ainda assim, ele admite que existe o temor de o cenário persistir e a carne suína destinada a exportação precisar ser colocada no mercado nacional. Se isso ocorrer, haveria aumento da oferta e queda dos preços.

O presidente do INCS não acredita nesta possibilidade. Souza afirmou que é preciso estar preparado para reações, como o lobby de produtores russos para restringir a importação de cortes mais elaborados do Brasil.

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