Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,64 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,81 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,98 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,90 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 133,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,22 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.569,82 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.482,17 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
Economia

Ásia crescerá mais

A Ásia-Pacífico continuará a ter o maior crescimento econômico no mundo em 2011, de acordo com projeção da Organização das Nações Unidas.

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A Ásia-Pacífico continuará a ter o maior crescimento econômico no mundo em 2011, com persistente demanda por commodities e impacto na expansão de economias de outras regiões, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Em relatório publicado ontem, a entidade projeta crescimento de 7,3% na região este ano. É uma queda comparado aos 8,8% no ano passado, mas ainda assim é, de longe, o motor mais dinâmico da economia internacional.

A China lidera sem surpresa com expansão de 9,5%, apoiada em medidas do governo para estimular o consumo doméstico e diminuir a dependência de exportações. Em seguida vêm a Índia com 8,7% e a Indonésia com 6,5%, ambas se beneficiando do robusto consumo e investimentos.

A ONU ilustra a influência da demanda da Ásia-Pacífico sobre o crescimento de outras regiões, especialmente na América Latina e África, com “enorme aumento” do comércio e investimentos em setores relacionados a commodities.

As exportações de produtos de base para a Ásia foram um dos principais fatores do alto crescimento das exportações da América Latina em 2010, que somente para a China aumentaram 49%. A África exportou 27% de suas mercadorias para a Ásia, comparado a 14% em 2000.

Em 2011, produtores de commodities vão continuar ganhando com a expansão asiática, mas produtores de manufaturas de outras regiões em desenvolvimento vão continuar sofrendo a falta de vantagem comparativa com vários países da Ásia, diz o relatório.

No entanto, a maioria das economias asiáticas enfrenta a pressão inflacionária com a persistência do alto crescimento. Os preços de alimentos subiram até 35% em vários países. Junto com a alta do petróleo, a estimativa é de que 42 milhões de pessoas na região continuem na linha de pobreza.

Outro risco para a Ásia-Pacífico é o “dilúvio” de capital especulativo que continua entrando na região, causando bolhas de preços, inflação e valorização das moedas locais. Para se ter uma ideia do tamanho da pressão para as economias regionais, basta ver que o total dos fundos globais de fundos sob gestão era estimado em US$ 61,6 trilhões em 2008, representando 100% do PIB mundial.

Um dos impactos do fluxo de capitais vem pelas operações de ‘carry trade’, pelas quais investidores ganham com a considerável diferença entre os juros altos nessas economias e as taxas baixas nos desenvolvidos. A ONU publica estimativas de que essas operações chegariam a US$ 750 bilhões, aproximando-se do pico de 2004 a 2007.

O enorme fluxo de capitais externos faz a Ásia registrar a maior alta mundial nos preços de imóveis. A ONU sugere que os países adotem controle de capital, a exemplo do que tem feito o Brasil.

Em um seminário organizado pelo banco britânico Barclays, com 50 representantes de grandes produtores, consumidores e tradings em Suzhou, mostrou que a maioria continua esperando crescimento acima de 8% na China.

Enquanto o mundo vê a China como ator central no movimento de alta dos preços de commodities, os próprios chineses acham que os EUA têm mais influência. A fragilidade do dólar foi vista como o maior risco para commodities em 2011.

Apesar de um aperto monetário temporário, estimam que o ambiente macroeconômico não é restritivo. A maioria citou volatilidade de preços e aumento de custos como seus principais desafios, e apenas uma minoria declarou-se preocupada com demanda fraca e dificuldades financeiras.

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