Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,87 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,94 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.569,61 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.499,49 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Economia

América Latina se destaca como região com a maior expansão em investimentos

Crescimento acelerado dos países da América Latina após a crise financeira de 2009 tem destacado a região no cenário global.

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O crescimento acelerado dos países da América Latina após a crise financeira de 2009 tem destacado a região no cenário global, a ponto de surgir como um novo Eldorado para o capital externo produtivo — são aportes de capital, empréstimos entre filiais, fusões e aquisições de empresas, além da ampliação de fábricas e novas instalações. O fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED) de multinacionais nas nações de línguas espanhola e portuguesa do Hemisfério Ocidental deu um salto de 40% no ano passado, em relação ao ano anterior, para R$ 112,6 bilhões, conforme dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). O volume só ficou abaixo do recorde de R$ 134,5 bilhões registrados em 2008, ano em que o mundo começaria a contabilizar os estragos da crise mundial.
Enquanto os latino-americanos despontam, os países desenvolvidos seguem na contramão do fluxo de investimentos produtivos. Entre os ricos, houve queda 7% de IED no ano passado, de acordo com o estudo da entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). As economias em desenvolvimento ainda superaram as industrializadas, recebendo 53% do volume total de capital de investidores estrangeiros no planeta. A América Latina respondeu por 10% do total e por um percentual duas vezes maior do que o registrado em 2007. As empresas latinas e caribenhas também investiram um volume recorde no exterior: US$ 43,1 bilhões, quase quatro vezes mais que os recursos aplicados em 2009.
“Os países latino-americanos estão cada vez mais atraentes para os investidores estrangeiros. A tendência é de crescimento do fluxo de IED (investimento estrangeiro direito), que deverá saltar de 15% a 25%. No ano passado, esperávamos um crescimento entre 35% e 45%”, comentou a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena.

Confiança

O Brasil foi o país que mais recebeu investimentos externos. No total, foram US$ 48,4 bilhões em 2010, volume 87% superior ao registrado em 2009, quando foram aplicados US$ 25,9 bilhões. “Esse volume superou o de investimentos registrado antes da crise financeira, de US$ 45 bilhões”, comentou o diretor do escritório da Cepal em Brasília, Ricardo Bielchowsky.
Já o México ficou em segundo lugar no ranking da América Latina, atraindo US$ 17,7 bilhões. Mas inverteu posição com o Brasil na lista dos países da região que mais investiram no exterior. As companhias mexicanas aportaram US$ 12,7 bilhões, enquanto as brasileiras, US$ 11,5 bilhões.
Na avaliação do vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, a aceleração do fluxo de investimento estrangeiro produtivo na região é resultado da confiança dos investidores nos mercados latino-americanos. “O período de incertezas sobre os países emergentes ficou para trás. A expansão do mercado interno e a estabilidade política e econômica permitem uma aposta mais firme dos investidores estrangeiros nos países da América Latina”, comentou.
“No Brasil, não é diferente. A realização de grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, tem atraído o capital externo em setores produtivos”, acrescentou Oliveira. Ele lembrou que os recentes anúncios de novas fábricas, como a de produtos da Apple no Brasil, reforçam a aposta internacional na região. “Mas os riscos de inflação ainda preocupam a maioria dos investidores. As medidas que os bancos centrais é que garantirão a continuidade dessa confiança”, destacou.

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