Produtores gaúchos reclamam do preço pago pelos animais. Prejuízo pode chegar a R$ 50 por animal vivo entregue ao frigorífico.
Suinocultores no prejuízo

Os suinocultores do Sul do país voltaram a enfrentar dificuldades por causa do baixo preço pago pelos animais e do alto custo de produção. A preocupação é ainda maior porque o problema se arrasta há meses e a expectativa é de que a crise não se resolva tão cedo.
O custo de produção de suínos varia entre R$ 2, 50 e R$ 2, 60 centavos, enquanto o preço comercializado está em R$ 2,10. Para o produtor rural Luiz Lenhard, que cria porcos em uma propriedade no interior do município de Estrela, no Rio Grande do Sul, a suinocultura é o sustento da família.
“O agricultor é bastante seguro, ele procura se manter mesmo sendo difícil. Ele tem alguma renda a mais, como nós temos o leite também, e às vezes uma vai mal, outra vai melhor. Mas se continuar por muito tempo assim, fica muito difícil de continuar na suinocultura”, desabafa o Lenhard.
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Segundo a Associação dos Criadores do Rio Grande do Sul (Acsurs), o prejuízo chega a R$ 50 por animal vivo entregue ao frigorífico.
“Em períodos anteriores, nós tínhamos essas crises, mas as frequências eram mais demoradas. Podia ser a cada dois ou três anos. Hoje está havendo quase uma continuidade. Não há a possibilidade do produtor se recuperar”, explica o diretor técnico da Acsurs, Gilberto Moacir da Silva.
No ano passado, a cadeia suína brasileira contabilizou 30 milhões de cabeças. A produção chegou a três milhões de toneladas de carne, gerando 630 mil empregos.





















