Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,65 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,00 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,23 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 140,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,40 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.437,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 125,60 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,66 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,15 / cx
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Parceria de sucesso

Para economistas, Brasil seguirá ganhando com demanda chinesa por matérias-primas, que continuará em ascensão por muito tempo.

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Parceria de sucesso

A economia da China pode estar em desaceleração, induzida pelo próprio governo, mas sua demanda por matérias-primas continuará em ascensão por muito tempo, o que manterá os preços dos produtos agrícolas sustentados, segundo participantes do seminário Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012, promovido nesta quinta-feira, 26, em São Paulo. “O consumo de carnes, ovos e leite na China tem aumentado, fruto do crescimento da renda e da urbanização, e é algo que não tem volta”, disse André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult. Outros emergentes também estão puxando o consumo e devem continuar a fazê-lo. “Vivemos um mercado em desequilíbrio na maioria das commodities agrícolas. Temos um choque de demanda”, diz o consultor.

Para o economista Maílson da Nóbrega, sócio da Tendências Consultoria, salvo a hipótese de um tropeço, a China deve crescer 8% a 9% ao ano nas próximas duas décadas. “O consumo doméstico vai crescer muito. O país, portanto, continuará importando muita commodity.” Ele lembra que os chineses conseguiram dois feitos inéditos na história recente: crescer sem parar por 30 anos e tirar milhões da pobreza. Nesse bojo veio a mudança dos hábitos alimentares, que beneficia o Brasil.

Outro lado da moeda é a profissionalização da atividade agrícola chinesa, em especial a de produção de carnes. Segundo dados apresentados por Pessôa, a China produz 50 milhões de t de carne suína por ano. Dez anos atrás, 75% eram concentrado em pequenos produtores, que utilizavam basicamente ração feita com milho. Hoje 65% da produção se concentra em médios e grandes produtores, que usam farelo de soja.

A China vai depender cada vez mais de importações de soja e de outros excedentes agrícolas. “Ela e outros países terão que ter estoques reguladores bem mais altos”, avalia Pessôa. “É uma grande oportunidade para o Brasil.” Ele ainda pondera que a demanda de cereais para a produção de biocombustíveis na Europa, nos Estados Unidos e em outras regiões não dá sinais de queda, o que também contribuirá para manter os preços sustentados no longo prazo.

Um eventual percalço no caminho da alta das commodities é a cada vez maior financeirização desses mercados. O hedge (proteção) inflacionário, contra a queda do valor do dólar, é um dos motores que tem elevado o preço das commodities. Segundo cálculos de Pessôa, da Agroconsult, tomando o preço atual da soja em Chicago, de cerca de US$ 13,50 por bushel, deflacionado ao câmbio de janeiro de 2007, o valor cairia para US$ 11,10.

“Se houver uma valorização do dólar ante uma cesta de moedas, alguma deflação de preços agrícolas deve ser verificada. Não acredito que isso vai acontecer, mas no longo prazo é algo que tem que ser considerado, pondera. Da mesma forma, algum episódio que promovesse uma forte saída dos fundos especulativos inverteria para baixo a tendência dos preços agrícolas, independente dos fundamentos de oferta e demanda. “Uma elevação de 2 a 3 pontos porcentuais nos EUA faria parte dos recursos migrar para fundos referenciados em taxas de juros norte-americanas”. Mas é improvável que isso aconteça no curto prazo, reconhece.

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