Diretor do Fundo Monetário Internacional defende flutuação cambial gerenciada para todos os países do globo.
Câmbio gerenciado
O diretor do Departamento de Pesquisa do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, disse nesta sexta-feira que as intervenções nas reservas cambiais de um país, que permitem compensar a entrada do fluxo de capitais, têm um custo fiscal que precisa ser levado em conta.
Além disso, ele disse que o controle de capitais pode, sim, ser utilizado para limitar a apreciação de uma moeda em relação às demais. “Para tratar da oscilação cambial, é possível utilizar a taxa de juros ou o controle de reservas”, disse.
Questionado sobre o posicionamento do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que defendeu nesta quinta-feira uma reforma do sistema monetário internacional, com a adoção do câmbio flutuante por todos os países, Blanchard afirmou que a solução para a maioria dos países é a utilização da “flutuação gerenciada” do câmbio.
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“Achamos que, para trabalhar com o sistema monetário internacional, a melhor forma é ter flutuação gerenciada”, disse.
O diretor do FMI afirmou que alguns países ainda não conseguiram alcançar o câmbio flutuante, mantendo a taxa fixada. “É importante que os países vão nessa direção (da flutuação gerenciada)”, disse.





















