Para o presidente da entidade, o aporte de recursos para investimentos é positivo, mas é preciso primeiro devolver saúde ao setor, abrir mercados para a carne suína brasileira e dar garantias ao produtor.
ACCS sugere cautela nos investimentos em suinocultura
O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, sugeriu cautela durante avaliação das medidas contidas no Plano Safra 2011/12.
Segundo o dirigente, o aporte de recursos para investimentos é positivo, mas é preciso primeiro devolver saúde ao setor, abrir mercados para a carne suína brasileira e dar garantias ao produtor.
“Temos produtores inadimplentes e se faz necessário liberar as matrizes financiadas para refinanciar novamente. Fizemos uma reunião na semana passada em Brasília em que ficou acertado que haveria recursos para negociação das
dívidas e não tivemos nada concreto nesse sentido. Na próxima quarta-feira (22), teremos uma audiência pública e vamos ter que encaminhar posições nesse sentido”, disse Losivanio.
Na sua opinião, tão importante quanto o aporte de recursos para investimentos é amarrar garantias para o setor. Lembra que hoje a indústria enfrenta dificuldades devido a alta de custo da produção e o produtor, da mesma forma. Conforme o dirigente, o suíno tem custo estimado em R$ 2,64/quilo quando o produtor está recebendo R$ 1,80 quilo. “É preciso ter o cuidado de não iludir quem pretende fazer investimentos no negócio”, enfatiza o dirigente.
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O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, por sua vez, considerou o volume de recursos anunciado no Plano Safra significativo. “O volume é bom, não há dúvida, mas nossos pleitos eram conjunturais”, disse Camargo Neto.
Entre as medidas que beneficiam a suinocultura está o aumento do limite de custeio de R$ 275 mil para R$ 650 mil, acréscimo de 136%. Se o produtor adotar sistemas de rastreabilidade, esse limite poderá ser ampliado.
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