Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Rússia dita passos para reabertura das exportações de carnes. Moscou alegou que o Brasil não está inspecionando o abate como deveria.

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As especulações sobre os reais motivos do embargo russo às carnes bovina, suína e de frango do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso – que vigora desde o dia 15 – devem ser esclarecidas pelo próprio país importador.

Moscou vai ditar passo a passo o que o Brasil precisa fazer para recuperar o mercado, conforme diplomatas brasileiros que tentam reverter a situação e organizam uma missão de esclarecimento ao parceiro comercial.

Ao anunciar o embargo, a Rússia alegou que o Brasil não está inspecionando o abate como deveria. A Associação Brasileira de Frigoríficos nega problemas sanitários ou relaxamento da fiscalização. O governo informou que pode provar que existem frigoríficos dentro das normas nos três estados bloqueados. Setores público e privado avaliam que determinação russa tem fundo econômico e garante mercado para a produção doméstica. Paraná e Rio Grande do Sul teriam sido escolhidos por serem grandes produtores e suínos e Mato Grosso por ser reduto da bovinocultura.

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirma que, a julgar pela posição de seu colega russo, Sergey Lavrov, o problema “sanitário” pode ser resolvido em breve. Segundo Patriota, Moscou garante que dará tratamento técnico ao assunto.

Em vez de receber uma missão brasileira, a Rússia prefere enviar novamente monitores ao Brasil. A princípio, os diplomatas brasileiros tratam o assunto como uma questão de esclarecimento. Mas, se houver adaptações a serem feitas, o mercado adianta que deverá se curvar às exigências, principalmente no setor de suínos, que enfrenta demanda apertada e preços abaixo dos custos entre os produtores.

O Brasil exporta, em média, 14 mil toneladas de carne de porco por mês para a Rússia. De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, as suspeitas dos russos contra a carne suína brasileira são infundadas. Segundo ele, o modelo do Brasil no que se refere à saúde no campo e às condições dos frigoríficos é exemplo internacional.

As barreiras para a entrada de pessoas nos criadouros na Europa são consideradas me­­­nos rigorosas do que as praticadas no Brasil. Estangeiros podem visitar criadouros após desinfetarem os sapatos e vestirem jalecos. No Brasil, na maior parte das unidades, as visitas são simplesmente proibidas.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou que vai responder de forma rápida e inspecionar novamente todos os frigoríficos habilitados a exportar para o mercado russo.

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