Preços dos alimentos devem continuar altos por vários anos, diz Graziano. Países pobres que importam alimentos serão prejudicados.
Alimentos seguem caros

O diretor-geral eleito da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, disse nesta segunda-feira (27) prever que os preços dos alimentos continuarão altos por vários anos.
“Esse não é um desequilíbrio temporário. Enquanto não alcançarmos uma situação financeira global mais estável, os preços das commodities refletirão isso”, disse, em entrevista à imprensa, em Roma.
Segundo o ex-ministro brasileiro de Segurança Alimentar, países pobres que precisam importar alimentos serão os mais afetados e a FAO deve oferecer mais ajuda a eles.
Leia também no Agrimídia:
- •Coreia do Sul avalia sistema de defesa sanitária de suínos no RS para ampliar mercado
- •Alerta de temporais: baixa pressão e frente fria trazem chuvas intensas ao Centro-Sul
- •China deve retomar compras de carne bovina brasileira entre outubro e novembro, avalia Abiec
- •Exportação de frango encosta em US$ 1 bilhão e demanda interna sustenta preços
“Nos próximos anos, essa será uma área mais relevante, na qual a FAO pode desempenhar um papel importante, ajudando esses países a lidar com a volatilidade.”
Graziano, de 61 anos, recebeu 92 dos 180 votos contabilizados neste domingo (26) nas eleições para o cargo de diretor-geral, segundo a assessoria de imprensa da FAO.
Representante regional da FAO para a América Latina e o Caribe desde 2006, ele ocupará o novo cargo de janeiro de 2012 a julho de 2015.
























