Preços dos alimentos devem continuar altos por vários anos, diz Graziano. Países pobres que importam alimentos serão prejudicados.
Alimentos seguem caros

O diretor-geral eleito da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, disse nesta segunda-feira (27) prever que os preços dos alimentos continuarão altos por vários anos.
“Esse não é um desequilíbrio temporário. Enquanto não alcançarmos uma situação financeira global mais estável, os preços das commodities refletirão isso”, disse, em entrevista à imprensa, em Roma.
Segundo o ex-ministro brasileiro de Segurança Alimentar, países pobres que precisam importar alimentos serão os mais afetados e a FAO deve oferecer mais ajuda a eles.
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“Nos próximos anos, essa será uma área mais relevante, na qual a FAO pode desempenhar um papel importante, ajudando esses países a lidar com a volatilidade.”
Graziano, de 61 anos, recebeu 92 dos 180 votos contabilizados neste domingo (26) nas eleições para o cargo de diretor-geral, segundo a assessoria de imprensa da FAO.
Representante regional da FAO para a América Latina e o Caribe desde 2006, ele ocupará o novo cargo de janeiro de 2012 a julho de 2015.






















