Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Exportação

Carne brasileira tropeça na Rússia e no câmbio

Real valorizado e embargo russo comprometeram o desempenho das vendas externas em julho.

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Carne brasileira tropeça na Rússia e no câmbio

As exportações de carne in natura do Brasil recuaram em julho, cedendo ao peso do câmbio valorizado e ao embargo russo a mais de 100 frigoríficos. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), 369,7 mil toneladas de carnes bovina, suína e de frango deixaram os portos brasileiros no último mês – volume 15% menor que o de junho e 20% inferior ao de julho de 2010.

As exportações do setor haviam crescido no mês anterior, com importadores antecipando compras para a primeira quinzena, antes da suspensão russa às processadoras brasileiras. “Em julho, já se viu um pouco mais de efeito (do embargo). A queda foi muito significativa para a carne suína, mas o recuo da carne bovina não é desprezível”, disse o diretor técnico da consultoria Informa Economics FNP, José Ferraz. Os analistas ressaltam que ainda é difícil isolar o “efeito Rússia” na queda dos embarques, e esperam por relatórios mais detalhados.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC revelam que as exportações de carne suína despencaram para 30 mil toneladas, um tombo de 35% com relação ao mês anterior (veja quadro ao lado). “No nosso caso, a queda é muito por causa da Rússia. Neste mês (de julho), perdemos no mínimo umas 12 mil toneladas”, calculou Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). Atualmente, a indústria de suínos conta com apenas um frigorífico habilitado para exportar ao mercado russo, que era o destino de um terço da produção.

Pressionadas pelo real forte, que deixa o produto brasileiro mais caro no exterior, as vendas externas de carne bovina do Brasil caíram 19% no mês passado, para 62,8 mil toneladas. De acordo com Antonio Jorge Camardelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), a crise no mundo árabe, que afeta demanda dessa região, e as restrições europeias, que mantêm um número limitado de propriedades habilitadas a exportar, são o problema.

Para o presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, não houve surpresa. “No período em que o dólar esteve derretido, a indústria perdeu mercado europeu e japonês. E teve o problema com o mercado russo.” Os embarques do setor caíram 11% de junho para julho.

No Paraná, a maior queda é a da bovinocultura, cujas exportações de carne congelada caíram 75% mês passado, na comparação com julho do ano anterior, para apenas 308 toneladas. Com recuo de 13%, os embarques paranaenses de carne suína congelada somaram 2,8 mil toneladas em julho. Já as vendas externas de frango inteiro congelado do Paraná somaram 36,1 mil toneladas no mês passado, volume 7% menor que o registrado há um ano.

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