Governo eleva pela terceira vez meta de exportações, que até segunda-feira, chegaram a US$ 199,8 bilhões, pouco abaixo dos quase US$ 202 bilhões do ano passado.
Exportação em alta

O governo deve elevar, pela terceira vez este ano, a meta de exportações, que podem superar o total das vendas brasileiras ao exterior de todo o ano passado, segundo anunciou ontem, na África do Sul, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. As exportações do Brasil, até segunda-feira, chegaram a US$ 199,8 bilhões, pouco abaixo dos quase US$ 202 bilhões do ano passado.
“Vamos rever (a meta) na segunda-feira, provavelmente. O pessoal está lá fazendo os cálculos”, disse o ministro, que, em agosto, aumentou a meta para US$ 257 bilhões. Basta que os próximos meses mantenham o ritmo de crescimento do ano, em relação ao ano passado, para que essa meta seja superada. Pimentel ainda espera alguma influência do aumento na cotação do dólar sobre os números do comércio exterior neste ano. “A desvalorização do real certamente vai nos ajudar, mas ainda é cedo para medir esse impacto”, disse.
“Exportar significativamente mais que no ano passado é um bom resultado”, comentou. “Com a crise econômica internacional, um número desses mostra a vitalidade da economia brasileira.” Ele negou que a desaceleração nas importações de automóveis seja provocada pela decisão do governo de elevar o IPI para automóveis com menos de 65% de conteúdo produzido no Brasil ou países com quem o governo brasileiro tem acordo. “As importações caíram um pouco, mas pelo desaquecimento do mercado em geral”, argumentou.
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Para Pimentel, os três meses após julho costumam ser mais fracos para as vendas de automóveis, e há carros acumulando-se nos pátios das montadoras. Ele afirmou que o governo não pretende rever a medida que aumentou o IPI aos importados, mas revelou que as duas montadoras que apresentaram planos de instalação de fábricas no país, BMW e a chinesa JAC, poderão vir a ganhar alguma flexibilidade de prazos na exigência de conteúdo nacional ou regional.
“Temos de trabalhar com o Ministério da Fazenda e ver o que é possível fazer para contemplar o que estão pedindo. A gente deve estudar um regime alternativo para quem quer se instalar no país.” Pimentel minimizou a ameaça de ação contra o Brasil na Organização Mundial do Comércio, onde o Japão, acompanhado por outros países, cobrou explicações sobre o aumento do IPI. “É um procedimento normal, vamos dizer que não é nenhuma medida protecionista contra nenhum país especialmente”, disse.





















