Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Exportação

Crise árabe afeta comércio com Brasil

Venda de produtos brasileiros para o país árabe de janeiro a setembro, principalmente cereais, açúcar e carnes, caiu 72,51% ante os mesmos meses em 2010.

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Crise árabe afeta comércio com Brasil

A crise no mundo árabe não derrubou só as ditaduras do Egito, da Tunísia e da Líbia. O comércio do Brasil com a região também foi afetado – em maior ou menor grau, dependendo do país.

O processo revolucionário que ficou conhecido como “Primavera Árabe” começou no fim do ano passado e estendeu-se a paises da região do Oriente Médio e Norte da África.

A Líbia, do ex-ditador Muamar Gaddafi, viu suas relações comerciais com o Brasil despencarem neste ano. A venda de produtos brasileiros para o país árabe de janeiro a setembro –principalmente cereais, açúcar e carnes – caiu 72,51% ante os mesmos meses do ano passado.

Já a importação de produtos líbios pelo Brasil – unicamente o plástico – quase zerou, registrando uma queda de 99,26% nos primeiros nove meses do ano.

Por outro lado, mesmo com as instabilidades políticas, o Egito continuou sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil no mundo árabe. Trata-se do segundo país árabe que mais compra os produtos brasileiros, ficando atrás apenas da Arábia Saudita.

Até setembro, o Egito gastou US$ 1,73 bilhão comprando mercadorias brasileiras, um aumento de 23,87% em relação ao mesmo período de 2010. E o Brasil, por sua vez, passou a comprar muito mais artigos egípcios: foi registrado um incremento de 109% nas importações no período.

No geral, comércio com países árabes aumentou

Considerando todo o bloco árabe, houve um aumento de comércio com o Brasil neste ano, mesmo com as instabilidades na região.

As exportações brasileiras para a região totalizaram US$ 11 bilhões de janeiro a setembro, um crescimento de 26% em relação ao mesmo período de 2010.

Já as importações fecharam o mesmo período com US$ 7,3 bilhões, um aumento de 42% em relação ao ano anterior.

Os dados são da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, que representa a Autoridade Nacional Palestina e mais 21 países árabes: Arábia Saudita, Argélia, Bahrein, Djibuti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Ilhas Comores, Iraque, Jordânia, Kuait, Líbano, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Omã, Qatar, Síria, Somália, Sudão e Tunísia.

“O relacionamento comercial entre Brasil e países árabes tem se mostrado aquecido durante todo o ano”, afirma Michel Alaby, diretor-geral da entidade.

A corrente comercial entre o Brasil e os países árabes é, tradicionalmente, pautada por gêneros alimentícios e commodities. Segundo Alaby, as exportações brasileiras para os árabes estão concentradas em alimentos, minério de ferro e em menor proporção em maquinários e aeronaves. As importações do Brasil são basicamente petróleo e produtos químicos.

“Para manter os preços dos alimentos em um patamar acessível para a população dos países árabes, os governos normalmente compram no mercado internacional, e o Brasil já é um parceiro consolidado nesta área”, diz. “Com a formação destes estoques, os países árabes controlaram a inflação e ainda aumentaram o fluxo de comércio exterior.”

Principais produtos negociados – Em 2011, os produtos que o Brasil mais exportou aos árabes foram: açúcares (US$ 3,17 bilhões), carne de frango e bovina (US$ 2,58 bilhões), minérios (US$ 2,195 bilhões), e gorduras e óleos vegetais (US$ 386,75 milhões).

As principais importações de países árabes foram: combustíveis minerais (US$ 5,88 bilhões); adubos e fertilizantes (US$ 852 milhões); sal, enxofre, cal e cimento (US$ 206 milhões); e plásticos e matérias afins (US$ 132 milhões).

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