Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,98 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,99 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,89 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.561,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.472,69 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 144,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,91 / cx
Destaque Todas Páginas
Agronegócio

Revolução no campo

Desempenho do agronegócio também é reflexo de anos de pesquisa e investimentos em inovação.

Compartilhar essa notícia
Revolução no campo

O Brasil bate um novo recorde na produção de grãos na safra 2010/2011, com mais de 160 milhões de toneladas. O volume é 8,2% maior que o do período anterior. Na ponta do lápis, o agronegócio representa 35% da economia do país, com quase 30 milhões de empregados. Segundo especialistas, para chegar a esse patamar, não foi suficiente o famoso “tudo o que se planta dá”. Foram fundamentais os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) realizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), além de instituições de pesquisa independentes e da iniciativa privada. A previsão é que o país duplique a produtividade agrícola nos próximos dez anos.

“A agenda da Embrapa é voltada para prover inovações ao setor agropecuário. O orçamento previsto para 2012 é de R$ 1,8 bilhão, 10% maior do que o volume de 2011”, afirma Mauricio Antônio Lopes, diretor executivo de P&D, vinculado ao Mapa. As pesquisas mais recentes trazem novidades, como um equipamento que permite controlar o greening, uma das mais temidas pragas dos citros, e práticas que oferecem tomates sem agrotóxicos. Estudos resultaram em sementes mais adequadas ao solo de cada região, dispositivos para controlar sistemas de irrigação a distância, além de avanços em técnicas de inseminação artificial na pecuária.
 
Os setores mais inovadores do agronegócio no Brasil são os da cana-de-açúcar, soja, bovinocultura e cotonicultura. “Esses mercados aliaram-se à pesquisa de novas cultivares e de melhoramento genético. Além disso, buscaram tecnologias de plantio, colheita, criação e abate para oferecer produtos de qualidade”, diz Erikson Chandoha, secretário de desenvolvimento agropecuário e cooperativismo do Ministério da Agricultura.

Para os técnicos do governo, uma empresa inovadora não deve investir somente em tecnologias para a obtenção de sementes ou matrizes certificadas. “Inovar não é só aplicar em equipamentos de última geração. Tarefas simples como a organização do fluxo de caixa e planejamento de safras também são ações inovadoras.”

Com 57 anos de janela, a Tortuga, da área de nutrição animal, emprega de 2% a 3% do faturamento anual em inovação. “O maior desafio é fazer chegar as novas tecnologias às mãos dos produtores e incrementar seus resultados”, afirma o diretor-técnico Oswaldo Garcia. No ano passado, a empresa produziu 633 mil toneladas. “Em 2011, até outubro, crescemos 15%.”

Há dois anos, a Tortuga criou um programa de suplementação para rebanhos bovinos. A ideia, desenvolvida com universidades, envolveu dez trabalhos acadêmicos. O objetivo é promover a redução da emissão de carbono de até 50% por quilo de carne produzida por meio de produtos que encurtam o ciclo produtivo do animal, com aumento da produtividade. “O projeto garante ganho de peso das reses e redução da idade de abate, resultando numa produção sustentável, com a preservação de recursos.”

Em Pernambuco, o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) lançou em maio um monitor para controlar o pivô pelo celular ou internet. O pivô é um equipamento de irrigação de culturas extensivas, normalmente instalado no meio das plantações ou afastado das sedes das fazendas. “O produto está em testes em uma usina de cana-de-açúcar na Paraíba e em uma agroindústria em Goiás”, afirma Victor Nogales, gerente de negócios do Cesar. “A solução dá segurança ao produtor, mantendo-o informado sobre a operação do dispositivo e evitando desperdício de água e energia.”

Em outubro, a Agrofficio, empresa instalada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), na Universidade de São Paulo (USP), lançou o KPI Farm, um sistema de mapas pela web para gerenciar índices ambientais e de produção em propriedades rurais. Foi desenvolvido durante oito meses e consumiu R$ 450 mil em pesquisas. “Agora, o produto está em operação-piloto em 60 mil hectares de área”, informa o diretor de tecnologia Winston Quirino.

Assuntos Relacionados agronegócio
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329