Na avaliação do presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, a avicultura do estado fechará 2011 com um saldo positivo, apesar das dificuldades enfrentadas no cenário internacional.
Avicultura do Paraná fechará 2011 com saldo positivo
Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, a avicultura do estado fechará 2011 com um saldo positivo, apesar das dificuldades enfrentadas no cenário internacional com a crise financeira mundial que acabou contribuindo para uma bolha no preço das commodities agrícolas. “Deveremos acompanhar o desempenho da avicultura brasileira, que tende a encerrar o ano com um crescimento da ordem de 5%”, comenta. Na exportação, Martins salienta que mesmo com um quadro complicado, resultante de vendas menores à Rússia, China e Japão frente ao ano passado, o Brasil tende a embarcar volumes da ordem de 4 milhões de toneladas neste ano, com crescimento de 4%. Na receita o incremento tende a ficar entre 18% e 20%. “O Paraná deve fechar o ano com um crescimento muito significativo também, porque a queda de vendas a alguns mercados em volume será compensada pelo embarque de produtos com qualidade melhor e maior valor agregado, como cortes porcionados”, explica.
Dados do Sindiavipar indicam que nos dez primeiros meses de 2011 o estado abateu 1,158 bilhão de frangos, contra 1,328 bilhão em todo o ano passado. Na exportação, o volume acumulado de janeiro a outubro é de 852,282 mil toneladas de frango, contra as 1,001 milhão de toneladas embarcadas em 2010. Bolha no preço das commodities foi ponto negativo em 2011 Analisando o cenário registrado em 2011, Domingos Martins revela que a grande surpresa negativa foi a bolha no preço das commodities, que se mostraram muito atrativas aos investidores no cenário internacional, o que fez com que os insumos para o setor produtivo aqui no Brasil permanecessem elevados mesmo em um período de safra. “Essa não foi um crise gerada por consumo, mas sim, por conta de valorização de papéis. No Paraná, por outro lado, o grande alento é que o estado dispõe da maior produção de grãos do Brasil, conseguindo trabalhar com um preço diferenciado frente a outros estados. Temos aqui hoje uma saca de milho avaliada de R$ 22,00 a R$ 23,00, ao passo que em outras regiões, por conta dos custos de frete, os preços seguem em patamares bem maiores.
É essa disponibilidade de grãos que tem atraído o interesse de tantas empresas dispostas a investir na avicultura”, analisa. Paraná consegue abrir novos mercados em 2011 Justamente por seu diferencial na oferta de grãos, o Paraná conseguiu um desempenho muito satisfatório nas exportações. “Perdemos vendas para a Rússia, mas conseguimos ingressar em outros países, o que ajudou a ampliar a participação da avicultura do Paraná para 153 mercados”, informa Martins. No mercado doméstico, fatores econômicos, como a recuperação dos salários, beneficiaram a população, que pode se alimentar melhor e consumir maiores volumes de carne. “Tivemos também o ingresso de novas empresas no estado no setor avícola, que vieram para acrescentar ainda mais as oportunidades de avanços do setor, especialmente pelo fato de que tivemos uma safra de grãos novamente muito favorável”, disse.
Leia também no Agrimídia:
- •Paraná exporta frango para 150 mercados internacional e lidera diversificação de destinos
- •Aporte de US$1 bilhão pode levar Global Eggs a um dos maiores IPOs da B3
- •Fórum Estadual de Influenza Aviária reúne setor avícola para discutir prevenção e biosseguridade no RS
- •Conflito no Oriente Médio pressiona custos e ameaça rotas do comércio global de frango
Paraná tende a acompanhar o crescimento da avicultura nacional em 2012 Martins afirma que o estado do Paraná, no próximo ano, tende a acompanhar o crescimento da avicultura nacional com o ingresso de novas empresas na atividade, especialmente no noroeste do estado. “Teremos um crescimento natural na exportação, pois essas empresas novas estão entrando na atividade para esse fim. Hoje o Paraná exporta quase 30% de sua produção, tendo a maior parte dos volumes direcionados ao mercado interno, principalmente para os grandes centros, como as regiões Sudeste e Sul”, afirma. O dirigente espera também que em 2012 o governo possa fazer a sua parte, estabelecendo marcos regulatórios reais, no sentido de melhorar as estruturas dos portos e dos sistemas de inspeção, entre outras medidas. “Queremos que o governo possa atuar junto aos empresários como um aliado, visando e trabalhando para o crescimento do Brasil”, finaliza.





















