Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,23 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 159,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,31 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,57 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,41 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.349,04 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,81 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,09 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Economia

“O Brasil pode ficar para trás”, afirma Michael Porter

Brasil e suas empresas só serão realmente fortes quando o governo deixar de representar um papel desastroso para a economia.

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“O Brasil pode ficar para trás”, afirma Michael Porter

Para Michael Porter, maior especialista mundial em estratégia e competitividade, professor da Harvard Business School e diretor do ranking de competitividade das nações do Fórum Econômico Mundial, o Brasil e suas empresas só serão realmente fortes quando o governo deixar de representar um papel desastroso para a economia. Nunca houve um momento tão favorável para economias emergentes na história como o atual. Porém, o crescimento pode esconder fragilidades capazes de minar a prosperidade desses países nos próximos anos.

Porter explica que a competitividade é um conceito atemporal e se apoia em duas condições básicas, no caso dos países. “Em primeiro lugar, as empresas locais têm de conseguir competir em mercados globais. Ao mesmo tempo, o padrão de vida de seus habitantes tem de melhorar. Sem nenhuma dessas duas­ condições, o país não é competitivo. E somente o ganho de produtividade permite conciliá-las.”

Os mercados emergentes cresceram rapidamente e os países ricos não seguiram o mesmo ritmo de progresso. A globalização começou na década de 70 e os países ricos se deram bem no começo porque as nações emergentes eram ineficientes.

Ao mesmo tempo que as nações emergentes melhoraram, os países mais ricos passaram a enfrentar o envelhecimento da população – e o consequente aperto no orçamento, sobretudo nas áreas de saúde e previdência. A combinação dos dois fatores é um fenômeno relativamente novo no cenário mundial.

As economias emergentes, como o Brasil e alguns países da Ásia, beneficiaram-se de fatores como a explosão dos recursos naturais. A verdade é que a prosperidade que se vê muitas vezes não decorre do ganho de produtividade. Os países emergentes têm agora uma grande oportunidade.

Questionado sobre o modo que estão crescendo os países emergentes, Porter diz que alguns destes melhoraram fundamentos básicos, como educação, saúde e infraestrutura. Abriram seus mercados para investidores estrangeiros e criaram regras mais estáveis. A China segue uma estratégia clara, porém abusa de baixos salários e da intervenção excessiva do governo. Algumas dessas políticas funcionam no curto prazo, mas vão custar caro com o tempo. Esse cenário não vai permitir que a economia chinesa se torne vibrante no futuro.

Sobre os demais países emergentes, o que pode mais pode atrapalhar seu crescimento é o papel do governo, que, no Brasil, é um desastre. “O governo é muito burocrático. Os impostos são complexos e pesados. O Brasil tem muitos recursos, gente inovadora. Mas o peso do setor público atrasa o crescimento do país.” O professor condena duramente o papel do governo brasileiro na criação de um ambiente de negócios eficiente.

Ainda sobre o Brasil, comentando a menor atuação da indústria no PIB nacional, Porter diz que é a indústria que cria empregos, paga impostos e faz a economia crescer, e não o governo.

Sobre barreiras protecionistas no comércio internacional, o especialista diz que quando protegidos, os negócios locais não melhoram. Um dos casos raros em que o protecionismo resultou em melhora é o da Coreia, onde as companhias locais promovem um ambiente competitivo suficiente para gerar produtividade. No Japão, há evidência de maior sucesso em áreas não protegidas. E o desempenho de setores protegidos foi um fiasco.

Ainda, “a convivência sem barreiras pode ser produtiva para todos, a competitividade não é necessariamente um jogo de soma zero, em que um país ganha se o outro perde. todo país precisa ter multinacionais – tanto empresas de fora em seu território quanto empresas locais com presença internacional”.

Abordando a crise americana atual, Porter diz que a recuperação está muito lenta e que é preciso recuperar fundamentos como infraestrutura e educação bá­si­ca.

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