Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 222,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,13 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 197,23 / cx
Economia

Crise financeira também tem efeitos desejáveis para a economia brasileira

Leia artigo de Geraldo Barros, professor titular da USP/Esalq e coordenador científico do Cepea/Esalq/USP.

Compartilhar essa notícia

O mercado mundial de commodities agropecuárias vai consolidando tendências para o médio prazo à medida que as feições da segunda década deste século vão se tornando mais firmemente diferenciadas das da anterior.

A crise econômica e financeira iniciada em 2008 não dá sinais de arrefecimento.

O sistema do euro corre sérios riscos, que se espalham pelo resto do mundo. O crescimento dos países de renda alta deverá permanecer muito lento, enquanto a maioria dos de renda média e baixa terá desaceleração.

Esses ajustes não trazem, no entanto, somente efeitos indesejáveis. Basta ter em conta que se podia antever que o prosseguimento do avanço acelerado anterior a 2008 fatalmente levaria a efeitos parecidos com os que a crise acabou causando.

Aquele forte crescimento econômico ocasionava imensa pressão de demanda por commodities diante da oferta que seguia mais devagar por depender de recursos naturais, já usados quase à exaustão ou no limite de tolerância do ponto de vista ambiental.

Era muito provável que essa trajetória levasse a uma explosão inflacionária desencadeada pelos preços das commodities.

O controle dessa inflação poderia levar muitos países à redução do crescimento e outros a um processo recessivo. A crise de 2008 produziu esse resultado saltando a etapa da inflação alta.

Mantendo-se o movimento de preços que se estende há um ano, desarma-se, em boa parte, a ameaça de escassez muito severa de alimentos e de outras commodities.

Agora, a partilha das disponibilidades pode ser mais equilibrada com a desaceleração dos emergentes, principalmente da China.

Diminuem os riscos de crises gravíssimas de insegurança alimentar.

Os preços parecem se firmar em nível ainda estimulante para os produtores mais eficientes. Oscilações continuarão a ser observadas em torno desse nível.

Não se pode descuidar dos avanços de produtividade e do uso sustentável dos recursos naturais, que garantem a oferta no longo prazo.

No Brasil, a acomodação nos mercados de commodities é vista com alívio, embora o país tenha sido grande beneficiário da explosão de preços que se verificava.

O crescimento econômico mais rápido de anos recentes viabilizou o aumento do emprego e da renda da maioria da população e a liquidação do crônico passivo externo.

O Brasil perde agora esses benefícios, mas ganha outros. Um deles é a queda histórica dos juros básicos e, surpreendentemente, dos “spreads” dos bancos, os quais juravam não haver como reduzi-los. Resta ver se essa nova realidade se sustenta.

A desvalorização cambial, também vista com alívio, provavelmente ajudará a conter a retração dos preços internos das commodities e a acalmar o setor industrial.

Pode, todavia, trazer custos importantes de longo prazo. Ela tende a reduzir a poupança externa, essencial para que o país sustente um patamar mais elevado de investimento, posto que o setor público não consegue gerar poupança em níveis adequados.

Aí está a raiz do baixo ritmo de crescimento do Brasil, que pode se estender por um período prolongado.  

GERALDO BARROS é professor titular da USP/Esalq e coordenador científico do Cepea/Esalq/USP.

Assuntos Relacionados CEPEA
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 71,98
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 123,24
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 130,20
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,21
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,96
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,68
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,65
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,80
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 182,51
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 200,46
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 207,25
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 223,39
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 173,72
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 201,21
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,03
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,07
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.219,92
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.093,06
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 222,89
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 196,13
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 187,56
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 197,23
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341