Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Economia

Crédito a juro controlado aumenta na safra 2012/13

Volume de recursos cresceu em ritmo semelhante ao observado nos últimos anos.

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Crédito a juro controlado aumenta na safra 2012/13

A safra 2012/13, que começa “oficialmente” neste fim de semana, terá R$ 115,2 bilhões em recursos para financiar os agricultores empresariais, um aumento nominal de 7,5% em relação à temporada anterior, quando foram disponibilizados R$ 107 bilhões. É o que prevê o novo Plano Agrícola e Pecuário, apresentado ontem, em Brasília, pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.

De modo geral, o volume de recursos cresceu em ritmo semelhante ao observado nos últimos anos. Contudo, o novo plano se diferencia pelo aumento da parcela do crédito subsidiado pelo governo, sobretudo via BNDES. Ao todo, as linhas de financiamento com taxas equalizadas saltaram 18%, para R$ 93,9 bilhões – os R$ 21,3 bilhões restantes serão ofertados com juros livres, definidos pelo mercado. Além disso, as taxas que incidirão sobre a maior fatia do bolo serão menores do que na temporada passada.

Dos recursos previstos, R$ 86,9 bilhões são destinados a financiar o custeio (compra de fertilizantes, sementes e defensivos) e os programas de comercialização. Trata-se de um aumento de 8,3% em relação aos R$ 80,2 bilhões da safra passada. Desse montante, R$ 70,5 bilhões (ou 81,2%) terão juros controlados, um aumento de 9,9% sobre os pouco mais de R$ 64,1 bilhões (ou 79,9%) programados na safra passada.

Os recursos para investimentos (máquinas agrícolas, irrigação, armazenagem) cresceram de maneira mais tímida (4,81%), de R$ 27 bilhões para R$ 28,3 bilhões. Contudo, a participação dos recursos do BNDES, com juros menores, saltou 24%, de R$ 16,1 bilhões para R$ 20 bilhões. Com isso, a fatia da estatal sobre o total de recursos para investimento cresceu de 59,62% para 70,6%.

O governo reduziu o custo de financiamento dos grandes produtores rurais, de 6,75% para 5,5% ao ano. Além disso, o governo elevou em 23% os limites individuais de financiamento – uma reivindicação do segmento. Eles poderão tomar até R$ 800 mil em linhas de crédito para custeio e R$ 1,6 milhão para operações de comercialização. Na temporada passada, os tetos eram de R$ 650 mil e R$ 1,3 milhão, respectivamente.

Contudo, o governo também afagou os médios produtores, com queda nos juros, aumento nos tetos de financiamento e de renda para participar do programa destinado ao segmento (ver matéria abaixo). “O médio produtor não pode continuar espremido entre as políticas para os grandes produtores e para os agricultores familiares”, afirmou Dilma Rousseff, durante o seu discurso.

As cooperativas também foram contempladas no novo pacote. A taxa de juros para capital de giro foi reduzida de 9,5% para 9%, e o montante que cada cooperativa pode tomar emprestado subiu 66%, de R$ 60 milhões para R$ 100 milhões.

O governo também elevou o preço mínimo para algumas commodities, com destaque para o milho. Contudo, o orçamento destinado aos programas que garantem esses preços ao produtor – como as Aquisições do Governo Federal, Contratos de Opção e Venda e Prêmios de Escoamento de Safra- subiu apenas marginalmente – de R$ 5,2 bilhões para R$ 5,4 bilhões. Além disso, ampliou de R$ 253 milhões para R$ 400 milhões o volume de recursos para subvenção ao prêmio do seguro rural.

Apesar dos avanços tímidos, o ministro Mendes Ribeiro classificou o novo plano de safra – o primeiro de sua até então criticada gestão – como o “maior e melhor da história”. “Esse Plano Agrícola e Pecuário, com crédito rural, preço mínimo e seguro agrícola vai contribuir para que o Brasil contabilize a maior safra já produzida”. Segundo ele, o Brasil poderá colher até 170 milhões de toneladas de grãos na próxima temporada.

Mendes Ribeiro encontrou eco na plateia. A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), declarou durante a cerimônia que o pacote representa uma “mudança de paradigma para o setor rural”. “Muito mais importante que a queda dos juros e o aumento do volume de crédito, o novo modelo de política agrícola, baseado no seguro rural, na proteção do crédito e do patrimônio dos produtores, é um dos pontos mais significativos do plano”, afirmou a presidente da CNA.

Em contrapartida, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Homero Pereira (PSD-MT) criticou a queda “tímida” dos juros e afirmou que o governo poderia ter feito uma redução maior. “O corte foi importante, mas por que não chegar a 4%?”, questionou Pereira. Pereira elogiou, entretanto, o aumento da fatia de recursos com taxa de juro controlada.

“Recursos e juros menores são sempre bem-vindos, mas, precisam vir acompanhados de outras ações para atender o setor produtivo”, ponderou Jorge Miranda, vice-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso.

Mais em www.agricultura.gov.br

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