Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Mania de grandeza – por Joel Naegele

Brasil não está imune a todas as crises e dificuldades que o resto do mundo está sofrendo. Leia artigo.

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Mania de grandeza – por Joel Naegele

Stefan Zweig, um austríaco radicado no Brasil e apaixonado por nosso país, publicou, em 1941, um livro com o título “Brasil, país do futuro”, onde canta, em prosa de agradável leitura, as belezas e o enorme potencial da nação. O espírito entusiástico das palavras proferidas por Stefan, naquela época, insiste em perdurar, mesmo décadas após a publicação da obra. A impressão é que o futuro assinalado pelo escritor atingiu seu ponto máximo na chamada “era Lula”.

Muitos ainda devem se lembrar da crise americana de 2008, quando o ex-presidente afirmou que, no Brasil, o furacão econômico seria apenas uma “marolinha”. Agora, após instalada a crise do euro – que muitos analistas afirmam ser consequência da crise americana – a presidente Dilma Rousseff brada em alto e bom som que o Brasil está “300% preparado para enfrentá-la”.  Nos parece um tanto duvidoso sustentar tal afirmativa, e ainda considerar que o Brasil pertença a outro planeta, como se estivesse imune a todas as crises e dificuldades que o resto do mundo está sofrendo.

O fenômeno da globalização, nesse aspecto, não deixa dúvidas de que país nenhum está fora da crise. O mercado europeu é poderoso, rico e grande consumidor. Sua dificuldade financeira foi criada pelo caráter perdulário dos governos dos países que hoje passam por graves dificuldades, como Portugal, Grécia e Espanha (inclui-se também neste rol Irlanda e Itália, que também acreditaram na gastança diante da oferta de crédito). O tempo demonstra que a situação é delicada para todas as nações.

Quem acompanha o noticiário econômico pode constatar que o crescimento das economias de todos os países – até mesmo daqueles que não figuram entre os mais críticos – também estão em marcha lenta. Na verdade, pouco adianta conceder crédito para as pessoas que já estão endividadas, assim como é pouco recomendável estimular a venda de carros com prestações a perder de vista, se a maioria já não está conseguindo pagar o que deve.

Enfim, não se trata de um “tsunami monetário” europeu invadindo o Brasil, conforme anunciou Dilma. É uma crise global que gera medidas urgentes de salvação de inúmeros bancos até então fortes, mas que, sem essa ajuda, ficam fadados a quebrar.

Por Joel Naegele, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

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