Com o apoio da ABCS, manifesto acontecerá no próximo sábado, 28, nas ruas da cidade.
Suinocultores de Pará de Minas protestam contra a crise no setor

Produtores de suínos da região de Pará de Minas, 4º maior polo da suinocultura mineira, organizam para o próximo sábado, 28 de julho, uma grande manifestação de protesto à falta de apoio do governo federal em relação à crise que assola a suinocultura brasileira. O manifesto terá inicio às 9h no Parque de Exposições de Pará de Minas, de onde a carreata seguirá pelas principais ruas da cidade antes de retornar ao local da concentração.
À frente da mobilização, a Cooperativa dos Granjeiros do Oeste de Minas (Cogran) estima a presença de mais de 500 produtores e 80 caminhões que participarão da manifestação. Segundo o coordenador de suprimentos da Cogran e organizador do evento, Carlos Alberto Santos, representantes de várias regiões do estado e entidades que representam os suinocultores já confirmaram presença, entendendo que a classe não pode ficar em silêncio diante de uma situação tão grave como essa.
Para o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, Marcelo Lopes, os suinocultores precisam buscar apoio também com os governos estaduais. “Nesse momento todo apoio é muito bem- vindo. Tenho certeza que a manifestação trará novidades aos suinocultores mineiros”, reforçou o presidente que estará presente na manifestação e garantiu apoio da entidade nacional.
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Durante todo o dia os produtores vão marcar presença no Parque de Exposições, com outras manifestações.
Os reflexos da crise no estado
Os problemas na suinocultura nacional se agravaram neste ano quando o quilo do animal vivo caiu 35% enquanto o custo das rações teve um aumento significativo. O farelo de soja, por exemplo, subiu 59% no último trimestre. “Os produtores contabilizam custos que chegam a variar entre R$3,10 e R$3,20 de acordo com a região, representando perda de pelo menos R$50,00 por animal vivo comercializado”, explica João Bosco Martins de Abreu, presidente da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg).
O presidente da Cogran, Antônio de Melo Silva, lembra que a super oferta do produto no país dá maior dimensão à crise porque sem escoamento, o produto foi direcionado aos açougues e supermercados. “O agravante começou em junho do ano passado, quando a Rússia suspendeu temporariamente o comércio de carne suína com o Brasil, fechando as portas de um importante mercado consumidor”, diz.
Para Inácio Diniz, presidente da Cooperoeste de Pará de Minas, todas as manifestações de protesto da classe são importantes neste momento, já que as medidas de socorro anunciadas recentemente pelo governo federal são apenas paliativas, deixando a suinocultura brasileira à mercê de novos problemas em curto prazo.





















