Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Economia

Crise atual é a mais importante desde 1930, diz Malan

“Essa crise surgiu do que chamo de um grande rearranjo das placas tectônicas da economia iniciado no final da década de 1980 e início da década de 1990, com várias mudanças mundiais”, afirma o ex-ministro.

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Crise atual é a mais importante desde 1930, diz Malan

A crise financeira atual é a mais importante desde 1930 (auge da Grande Depressão iniciada em 1929) e vai seguir por mais alguns anos, afirmou nesta quarta-feira (22) o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan.

Em palestra na Casa do Saber, no Rio, o economista afirmou que o cenário é continuidade da crise surgida em 2007 nos EUA com o estouro da bolha imobiliária e a quebra de bancos e instituições financeiras.

“Essa crise surgiu do que chamo de um grande rearranjo das placas tectônicas da economia iniciado no final da década de 1980 e início da década de 1990, com várias mudanças mundiais”, disse.

Tendo seu epicentro na Europa, a crise financeira atual não deve resultar na fragmentação da zona do euro, segundo Malan. “Acho que as ações para essa fragmentação ficariam mais caras do que salvar a região”, disse.

Para o ex-ministro, a Europa deve fazer a sua tarefa de casa, de arrumar as contas públicas de seus principais países em crise –Grécia, Espanha, Portugal, Itália e França– e retomar o crescimento econômico.

“A Alemanha pode ter uma atuação mais forte para que isso aconteça. Umas das alternativas é aumentar controladamente sua inflação e estimular o consumo interno. A Alemanha tem recursos para isso”, disse.

De acordo com o economista, os EUA também devem sair da recessão porque se mantém como a principal potência econômica mundial. “Mas é óbvio que ainda precisa controlar suas contas internas. Será um longo período de ajuste”, disse.

Com relação à China, Malan afirmou que o país experimentou um supercrescimento nos últimos anos e que agora caminha para uma acomodação. “O governo chinês previu que seu PIB cresceria entre 7%, 7,5% no quinquênio 2011/2015. Portanto, não há nenhuma surpresa nisso”, disse.

Já sobre o Brasil, o ex-ministro afirmou que o país tem grandes chances de crescer graças ao seu mercado interno. No entanto, ele apontou desafios a ser superados nas áreas de infraestrutura, educação e inovação tecnológica. “Sem resolver esses gargalos não há como crescer”, disse.

MAROLINHA

Integrante do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Pedro Malan criticou o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou que a crise surgida em 2007 não passava de uma “marolinha” para o Brasil.

“Não era para sintetizar [dessa forma a crise de 2007]. Não era ‘marolinha’ como disseram por aí”, disse, a uma plateia de cerca de 50 pessoas.

Para ele, a crise de 2007 e a atual causam reflexos no Brasil, e a demora na sua solução está afetando o crescimento mundial. “O necessário se impõe, mesmo que a custo elevado”, afirmou Malan, ao pontuar as ações necessárias para que o país retome o crescimento esperado.

O economista também disse que o atual governo, ao não alterar as políticas macroeconômicas iniciadas no governo FHC, garantiu a confiança do Brasil no exterior, e que as privatizações atuais –concessões, na versão do atual governo, segundo Malan– são importantes para o crescimento do investimento no país.

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