Criadores se preparam para o descarte antecipado das galinhas. Ração está em alta e o mercado em baixa no interior do Estado.
Custo de produção e preço de venda do ovo desequilibram as contas em SP

Na granja do criador Cristian Maki, em Bastos, região centro oeste de São Paulo, 80 mil galinhas são responsáveis pela produção de 61 mil ovos diariamente. Elas consomem oito toneladas de ração por dia, a maioria milho.
Cristian conta que com o custo de produção nas alturas está difícil fechar as contas. A única solução, segundo o produtor, seria diminuir a oferta do produto no mercado. O pensamento de Cristian Maki é o mesmo de muitos criadores do estado de São Paulo. A oferta de ovos é grande nesta época do ano e com isso o preço não está reagindo.
Umas das soluções encontradas é a antecipação do descarte das aves porque as galinhas mais velhas consomem mais ração e botam menos ovos.
Leonardo Yoshikawa vai fazer o descarte de 53 mil aves a partir de outubro. Ele conta que a ave tem um ciclo de vida pela linhagem de até 80 semanas, então, com 70 semanas ela já começa a ter alguns problemas. “É preciso descartar para perder menos”, diz.
Leia também no Agrimídia:
- •Votação popular em Washington D.C. aprova veto à produção e venda de foie gras
- •Preços da soja recuam no mercado brasileiro após desvalorização em Chicago e queda do dólar
- •Rabobank projeta recorde nas exportações de carne de frango em 2026 apesar de caso de Newcastle
- •Movimento Vai de Carne Suína une a cadeia e alcança quase 30 milhões de consumidores no país
A caixa com 30 dúzias de ovos está saindo por R$ 52 e segundo o Sindicato Rural da região, para produzir uma caixa de ovos, o criador está gastando R$ 56, o que significa um prejuízo de R$ 4 a cada caixa.
José Carlos Zaneli, gerente de uma granja, explica as estratégias que está usando para equilibrar as contas. Veja a entrevista no vídeo com a reportagem completa.






















