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Economia

Com câmbio estável, investidor deixa o real

Cada vez mais os agentes passam a operar com outras moedas, como o peso mexicano e o euro.

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Com câmbio estável, investidor deixa o real

O cenário de baixa oscilação da taxa de câmbio no Brasil, que não opera fora do intervalo entre R$ 2,00 e R$ 2,05 há mais de quatro meses, não deve sofrer alterações significativas no curto prazo. Ao menos é o que indica a volatilidade implícita do par dólar/real, que caiu para perto de 7% em outubro, menor patamar da série histórica da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), iniciada em 2005.

E a queda na volatilidade cambial já provocou mudanças na estratégia de lucros de investidores no mercado cambial. Até pouco tempo atrás, essas posições ainda incluíam operações com o par dólar/real. Contudo, cada vez mais os agentes passam a operar com outros pares de moedas ou mesmo migrar para outros mercados.
 
De acordo com dados da BM&F, a volatilidade implícita da taxa de câmbio dólar/real para 21 dias – que reflete a expectativa de variação do dólar em porcentagem anual, com base nas opções de dólar negociadas na bolsa – fechou o mês passado em 7,481%. No último dia 24, a volatilidade caiu a 7,182%, menor patamar de toda a série histórica da BM&F, iniciada em outubro de 2005.

Exatamente quatro anos antes – no estouro da crise financeira -, a volatilidade implícita batia em sua máxima, com impressionantes 64,868%. Nos níveis atuais, a expectativa para a variação do dólar é de menos da metade da média desde 2005, atualmente em torno de 16%, e se encontra bem abaixo das taxas ao redor de 18% verificadas no início do ano.

A estabilidade do câmbio, especialmente para os chamados especuladores – que ganham com o diferencial de preço de ativos -, é sinônimo de ganhos menores. Assim, a queda da volatilidade obriga os agentes a buscarem alternativas de aplicações.

Roberto Simões, diretor de tesouraria do BES Investimentos, afirma que, dentro do mercado de moedas, investidores têm olhado para divisas como o euro e o peso mexicano. “Essas moedas têm respondido melhor aos fundamentos e isso permite a montagem de operações de arbitragem, o que com o real hoje está bem difícil”, diz. Desde o fim de junho, quando o real passou a operar “travado” em R$ 2,03, o peso mexicano valorizou-se 2,68% ante o dólar, enquanto o euro ganhou 0,79%, segundo o BC.

Nesse cenário, o mercado de câmbio brasileiro praticamente perdeu seus especuladores, como nota o gerente de análise de mercados futuros da XP Investimentos, Caio Sassaki. Segundo ele, o mercado teve de se adequar à nova realidade, que “não deve mudar tão cedo”.
 
Ele cita o aumento da procura por opções exóticas conhecidas como “double no-touch”, por meios das quais o titular aposta que um determinado ativo, no caso a taxa de câmbio, não alcançará durante o período do contrato um piso e um teto definidos previamente. “O conceito da opção é autoexplicativo e mostra que o mercado de fato não está apostando que o dólar saia da banda atual.”

Contudo, ele lembra que, dado o aumento da procura, a possibilidade de ganho diminuiu. “Nos primeiros meses da ‘banda cambial’, o prêmio que se tinha de pagar era menor, e por isso você podia colher ganhos maiores caso os extremos não fossem tocados ou superados. Hoje, como todo mundo procura, o prêmio pago aumentou e o investidor já não consegue ter ganho muito expressivo.”

Em decorrência da margem para ganhos no mercado de câmbio cada vez mais reduzida, Sassaki diz que os agentes estão migrando as aplicações para outros mercados, como o Ibovespa futuro. “Com o dólar e agora os juros estáveis, em termos de mercado brasileiro, operar com futuro de Ibovespa parece uma boa saída.

A saída de investidores do mercado de câmbio fica clara quando se observa o volume negociado em contratos futuros de dólar comercial. De acordo com dados da BM&F compilados pelo BC, a média diária de contratos transacionados em outubro caiu a 214 mil, menor patamar pelo menos desde 2010. Ao mesmo tempo, também por um efeito da desvalorização cambial, o volume médio diário recuou no mês passado para R$ 21,785 bilhões, menor nível desde fevereiro de 2011.

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