Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,98 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,99 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,89 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.561,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.472,69 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 144,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,91 / cx
Destaque Todas Páginas
Artigo

Como o diabo gosta – por Coriolano Xavier

Há um reconhecimento de que o crescimento do agronegócio a qualquer preço não é mais sustentável. Essa questão, aliás, tem dimensão nacional e está entre as mais debatidas por lideranças.

Compartilhar essa notícia
Como o diabo gosta – por Coriolano Xavier

Há um reconhecimento de que o crescimento do agronegócio a qualquer preço não é mais sustentável. Principalmente, sob parâmetros tecnológicos e de governança em descompasso com o século XXI. Essa questão, aliás, tem dimensão nacional e está entre as mais debatidas por lideranças e pela inteligência do agro, nas discussões geopolíticas sobre o futuro do setor.

Nas décadas de 1980 e 1990, época de um agronegócio marcado por sérias crises e grandes limitações estruturais, eu atuava na comunicação de uma empresa sementeira e lembro-me que, muitas vezes, a visão do marketing não era vender pura e simplesmente sementes, dado o momento histórico do mercado. Mas, sim, manter a marca viva na mente das pessoas e aumentar sua empatia com o coração dos produtores.

Foi assim que nasceram campanhas publicitárias como “Administre – É Assim Que se Ganha”, “Fique de Olho no Milho” e “Cartilha do Preço Justo”, levando ao campo uma nova (e evolutiva) maneira de ver e lidar com as coisas. Outros casos similares aconteceram. Ou seja: empresas anunciantes e agências publicitárias mergulhando no problema e contribuindo diretamente para sua solução, sem abandonar a presença da marca no mercado.

Hoje, o agronegócio brasileiro tem pela frente desafios de gente grande para resolver seus gargalos de estrutura em várias cadeias produtivas e, também, para alavancar novos saltos de eficiência e novos padrões de sustentabilidade. E isso exigirá a contribuição de muitas áreas  públicas e privadas – envolvidas na governança do setor, na geração de tecnologia, educação, organização produtiva e econômica.

Também será múltiplo o papel das grandes áreas de conhecimento que alimentam o avanço do agronegócio —  a contribuição das grandes áreas de expertise do saber humano – como agronomia, veterinária, biologias e outras ciências exatas, economia e ciências sociais. E ainda das  empresas anunciantes do setor, seus profissionais de marketing e agências.

Nessa perspectiva, observo que o marketing da indústria de inputs para a agricultura e pecuária ainda permanece tímido com relação a esse assunto. As organizações buscam  contribuir na esfera tecnológica de seus produtos e serviços, é claro. Mas, de um modo geral, não se atrevem a interferir na cultura e nas percepções do agro sobre as urgências e caminhos da sustentabilidade — a despeito de seu poder de fogo em comunicação e cobertura do mercado.

É uma hora boa para se fazer isso. Hoje temos redes poderosas de mídia, temos o arsenal fantástico das redes sociais, temos uma oportunidade única de crescimento no agronegócio e temos urgência em alinhar de vez as palavras “agro” e “sustentável”.

Mais ainda: temos um ambiente competitivo muito mais disputado nos mercados de fatores de produção para o setor, nos quais os elos emocionais de uma marca fazem a diferença na hora de ganhar o jogo. Como diz um provérbio do campo, “tá do jeitinho que o diabo gosta”.

Por Coriolano Xavier, membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) e Professor do Núcleo de Estudos do Agronegócio da ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing.

Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329