Das 50 primeiras, 22 são agro, com destaque para fabricantes de alimentos e biocombustíveis.
Empresas do agro dominam lista das maiores exportadoras

As empresas ligadas ao agro foram a maioria no ranking das 50 principais exportadoras do País em 2012, considerando o valor das vendas. Na lista das 50 primeiras, 22 empresas têm o agro como essência do seu negócio, aponta levantamento feito pelo Sou Agro, com base em números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Maiores exportadoras do agro responderam por 18% das vendas externas do País em 2012, com embarques de US$ 44,5 bilhões
São empresas de alimentos (grãos, carnes, suco de laranja, açúcar), combustíveis (etanol), insumos (sementes), produtos como celulose e papel, entre outros. Juntas, estas 22 empresas responderam por 18% das exportações brasileiras no ano passado, com vendas na casa de US$ 44,5 bilhões.
Entre as dez primeiras, cinco são do agro: Bunge, Cargill, ADM do Brasil, Louis Dreyfus e JBS. Entre as empresas do agro, a liderança coube a Bunge – que ficou em 3º no ranking geral -, com o valor das exportações alcançando US$ 6,3 bi. Em seguida, aparece a Cargill (5º no ranking geral), com US$ 4,1 bi. A lista traz ainda outros nomes de peso como BRF Foods, Seara, Raízen, Fibria, Suzano, Cutrale, Marfrig, entre outras empresas do agro.
Entre as 22 empresas do setor, 12 registraram aumento de suas exportações de 2011 para 2012. Os destaques foram Nidera Sementes, com avanço de 45,64% nas exportações, seguida pela Louis Dreyfus (29,76%), Amaggi (25,42%) e ADM (15,11%).
Soja e milho crescem
No que diz respeito aos produtos agrícolas, as lavouras de soja e de milho têm registrado avanços sucessivos de produtividade, a ponto de gerar excedentes para exportações equivalentes a US$ 26,11 bilhões e a US$ 5,29 bilhões, respectivamente, no ano passado. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
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De acordo com o chefe de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques, o consumo de soja e de milho aumentou muito no mercado internacional, por causa de outras destinações, além do consumo humano, como, por exemplo, ração animal e fabricação de combustíveis.






















