Segundo Pascal Lamy, a redução da pobreza, o aumento nos custos e a oferta contida mantêm os preços em patamares altos.
OMC projeta alta de até 30% nos preços agrícolas na década

Os preços nominais de commodities agrícolas tem tendência de alta nos próximos dez anos, e estão projetados em ficar de 10% a 30% em média acima das cotações da década precedente.
Foi o que afirmou o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, na abertura do ‘Global Commodities Forum organizado pela Agencia das Nações Unidas para Comércio e Agricultura (Unctad), nesta segunda-feira, em Genebra.
Apesar da baixa recente, os preços agrícolas continuam elevados em nível histórico. Segundo o diretor da OMC, os preços são estimulados por três fatores: a crescente demanda, que é causada, entre outros fatores, pela redução a pobreza; o aumento do custo dos insumos; e a reação mais lenta no lado da oferta.
Leia também no Agrimídia:
- •Produtividade sustentou o agro por 25 anos, mas crédito caro deixou o setor exposto após a pandemia, aponta Cepea
- •ABCS e ABEGS apresentam pautas sanitárias da suinocultura ao novo diretor do departamento de Saúde Animal
- •Paraná deve colher 22,75 milhões de toneladas de soja em 2026/27, estima Deral
- •Mercado de frango segue sem impacto dos novos focos de Newcastle em SC
Conforme Lamy, esse desenvolvimento coloca foco no comércio de commodities, sobretudo de alimentos, na medida em que países importadores pobres terão uma fatura mais pesada para pagar, elevando a preocupação com segurança alimentar.
Analistas em geral consideram que o Brasil continuará a ser um dos grandes ganhadores no comércio global de produtos agrícolas, pela sua competitividade.






















