Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,94 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,61 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,99 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,45 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,00 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.453,63 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,88 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Entrevista

O ano é promissor para a cadeia produtiva da carne

Esta é a opinião do presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de SC (Sindicarne), Clever Pirola Ávila.

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O ano é promissor para a cadeia produtiva da carne

Num cenário marcado por custos de produção elevados, competição acirrada e inflação à espreita, os frigoríficos catarinenses trabalham – em 2013 – pela abertura do mercado japonês e pelo incremento dos negócios com a China e Estados Unidos.

 “O ano é promissor para a cadeia produtiva da carne”, assinala o presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de SC (SINDICARNE), Clever Pirola Ávila. Ele está convencido que, apesar dos desafios, este ano será melhor que o anterior. 

Como deve se comportar, em 2013,  o mercado de carnes em geral e o mercado de carne suína, em particular?

Clever Pirola Ávila – Temos a expectativa de um ano melhor, apesar das matérias-primas continuarem em patamares elevados – com a demanda internacional alta e os estoques baixos. Entretanto, os crescimentos serão vegetativos.

O preço do milho e demais insumos voltarão a patamares razoáveis neste ano ou continuarão com preços aquecidos?

Ávila – Continuarão elevados e com leve redução durante o auge da colheita da safra. 

Santa Catarina necessitará, novamente, importar 2 milhões de toneladas de milho neste ano. Onde deverá buscar esse grão?

Ávila – Nossas alternativas no Brasil são as mesmas: Paraná, Mato Grosso do Sul e, em situações mais atípicas, no Mato Grosso e Goiás. Em nível internacional o Paraguai continua sendo uma opção. 

Vamos gastar novamente alguns bilhões de reais em transporte do milho do Brasil Central a Santa Catarina? O projeto da ferrovia norte-sul não avançou?

Ávila – Continuaremos a perder competividade neste modelo modal 100% rodoviário. Temos somente cartas de intenção e nada de concreto  foi aplicado. 

Por que o Governo Federal não aceitou a proposta de subsídio do frete em 5 reais por saca? Aceitará essa proposta este ano?

Ávila – Parece existir um impedimento legal, o qual nos deixa vulneráveis e sem apoio externo em situações emergenciais. Não foi à toa que várias empresas fecharam e outras foram vendidas. 

O Sr. concorda com a ideia de contingenciamento das exportações de milho para abastecer o mercado interno?

Ávila – Não. A lei de mercado livre deve sempre prevalecer, porém, existem outros mecanismos de política agrícola que podem ser utilizados, visando o equilíbrio do abastecimento interno. 

Como ficarão as exportações este ano? A Rússia voltará a ser nosso principal mercado como já foi no passado?

Ávila – Na área da carne suína, Rússia e Ucrânia continuam sendo os principais destinos. No segmento de carne de aves, as alternativas são maiores – Europa, Ásia e América Latina. 

Em que situação está o comércio bilateral Brasil – China? Os chineses estão comprando carne catarinense desde o ano passado? Qual é o balanço?

Ávila – Acabamos de receber a habilitação de novas plantas para exportar para a China e certamente em 2013 teremos uma evolução bem maior. Temos mais de 40 plantas habilitadas para exportar aves, suínos e bovinos do Brasil. 

O cobiçado mercado do Japão será conquistado neste ano? Em que fase estão as tratativas? Quais as etapas que ainda faltam?

Ávila – Estamos apostando todas as nossas fichas para abertura deste mercado para a carne suína. Estamos apenas na consolidação da troca do Governo no Japão e partiremos para as duas fases finais: apresentação do protocolo de intenções com a definição do Certificado Sanitário Internacional e nominação das Plantas Industriais a serem habilitadas. 

O mercado norte-americano está oficialmente aberto para a carne catarinense, mas, até agora, não saiu nenhum negócio. Por quê?

Ávila – Estamos neste momento recebendo uma missão norte-americana no Brasil e especialmente em SC para a liberação final das plantas habilitadas. Ao mesmo tempo estamos preparando nossas plantas com um treinamento específico com pessoal capacitado dos USA. 

O Sindicarne tem um balanço de quantos frigoríficos fecharam em 2012 em consequência da crise do encarecimento do milho?

Ávila – O sul do Brasil e São Paulo foram os Estados mais afetados, principalmente pela falta de crédito ao capital de giro. Das empresas afetadas, parte fechou e outra parte foi vendida.

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