Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 72,02 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,17 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,97 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,85 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 208,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,78 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,00 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,01 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.224,33 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.090,60 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 227,05 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,95 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 197,23 / cx
Exportação

Comércio com países árabes aumenta no 1º trimestre

Enquanto na balança comercial geral houve retração de 7% nas vendas ao exterior entre janeiro e março em relação ao mesmo período de 2012, os embarques aos árabes renderam 4% mais, atingiram US$ 3,4 bilhões.

Compartilhar essa notícia
Comércio com países árabes aumenta no 1º trimestre

A necessidade dos países do Golfo Pérsico de estocar alimentos, controlar a inflação e atender à crescente construção civil fez com que o comércio brasileiro com os países da Liga Árabe destoasse da tônica das exportações gerais no primeiro trimestre deste ano.

Enquanto na balança comercial geral houve retração de 7% nas vendas ao exterior entre janeiro e março em relação ao mesmo período de 2012, os embarques aos árabes renderam 4% mais, atingiram US$ 3,4 bilhões e adicionaram um saldo positivo de US$ 1 bilhão às contas.

As importações brasileiras provenientes dos países árabes no trimestre cresceram mais, 11%, mas permaneceram abaixo das exportações. O petróleo, sozinho, respondeu por US$ 2 bilhões e representou quase o total do aumento registrado no período de doze meses. Por ser mais leve, a Petrobras compra o petróleo árabe para misturar com o nacional e incrementar o volume de refino.

Açúcar, carnes congeladas, minério de ferro e cereais, nesta ordem, são os produtos mais demandados pelos 21 países da Liga Árabe. Somados, os quatro representaram 85% das exportações brasileiras para a região de janeiro a março de 2013. Todos apresentaram crescimento ante o primeiro trimestre de 2012.

Os embarques de cereais, por exemplo, renderam US$ 317 milhões, valor 35% maior. Além de se diferenciar da dinâmica das exportações totais, o início do ano apresentaram tendência inversa ao resultado total de 2012, quando as vendas brasileiras aos árabes caíram 2% ante os US$ 15 bilhões de 2011.

Já o aumento da demanda por minério de ferro atende à necessidade de aço da indústria de construção civil de países que estão investindo mais para melhorar a infraestrutura, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Ambos são os que mais compram do Brasil. Somados, absorveram US$ 1,4 bilhão das exportações no primeiro trimestre.

Fernando Ribeiro, técnico de pesquisa e planejamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), afirma que os países que não passaram por turbulências políticas nos últimos dois anos, como os principais da região do Golfo Arábico – como os povos da região chamam o Golfo Pérsico -, estão com economias mais sólidas e bons índices de crescimento, o que garante maior nível de importação.

No caso de açúcar e carnes congeladas, as vendas são mais descentralizadas. Argélia, Líbia, Tunísia e Egito, que viveram a “Primavera Árabe”, cresceram ou mantiveram o patamar de importações no primeiro trimestre, impulsionados justamente por esses dois produtos.

A situação econômica e política dos países árabes da chamada África Branca e do Oriente Médio também levou ao aumento das compras, na avaliação de Michel Alaby, diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. “Há uma preocupação com a segurança alimentar e em formar estoques para conter a inflação. Grosso modo, há alguns problemas sociais nesses países e a falta de alimento não pode ser mais um”, diz.

A presença brasileira, contudo, aumenta nos produtos em que o país já é competitivo, segundo José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). No caso das carnes congeladas, por exemplo, Austrália e EUA, outros dois fornecedores mundiais de larga escala do produto, não competem fortemente no mercado árabe. O primeiro por escassez de oferta, já que atende à Ásia; o segundo, por questões políticas.

“São países com alto poder aquisitivo que também olham para a qualidade. Mas em manufaturas, por exemplo, não conseguimos entrar nesse mercado, que é abastecido por chineses e indianos. Temos um custo logístico muito alto, os asiáticos estão mais perto, e nossos produtos de valor agregado são pouco competitivos”, afirma.

No entanto, Castro diz que minério de ferro e açúcar estão com preços em queda no mercado internacional, enquanto carnes e cereais seguem firmes. Isso pode fazer com que as divisas com as exportações recuem até o fim do ano, ainda que o volume das vendas também tenha crescido. No caso dos alimentos, a tendência em 2013, para a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, é de aumento nos estoques dos países da região.

Assuntos Relacionados
Brasilexportação
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 72,02
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 120,77
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 127,12
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,17
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,97
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,65
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,65
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,81
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 182,85
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 200,46
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 208,09
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 223,39
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 174,01
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 201,78
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,00
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,01
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.224,33
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.090,60
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 227,05
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 196,95
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 187,56
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 197,23
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341