Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Economia

Alimentos recuam, mas outros itens pressionam IPCA

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,37% em maio, após alta de 0,55% em abril e de 0,36% em igual mês do ano passado.

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Alimentos recuam, mas outros itens pressionam IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,37% em maio, após alta de 0,55% em abril e de 0,36% em igual mês do ano passado. A desaceleração foi puxada principalmente pelo grupo de alimentação e bebidas, que, após meses de altas seguidas, finalmente respondeu às quedas dos preços já vistas no atacado desde o início do ano e teve forte desaceleração: o grupo passou de variação de 0,96% em abril para 0,31% para maio. Economistas consultados pelo Valor concordam, no entanto, que o bom comportamento dos alimentos, agora, passa longe de significar que a inflação como um todo também esteja ficando sobre controle.

O ajuste nos preços dos alimentos ajudou a trazer o IPCA de volta a patamares mais razoáveis, e a previsão é que, nos próximos meses, o indicador oscile entre 0,30% e 0,40%. Um IPCA de 0,37% ao mês, por exemplo, como foi em maio, daria uma inflação de 4,5% ao fim do ano – exatamente o centro da meta perseguida pelo governo.

Os economistas, porém, chamam a atenção para o restante da inflação, não associada aos alimentos. “A alimentação é um alívio para o curto prazo, mas, quando se olha mais para a estrutura, vê-se que o processo inflacionário do país não está nada bom”, diz Luiz Otávio Leal, economista-chefe do Banco ABC. Ele cita o comportamento dos núcleos, medida que verifica a variação da inflação excluindo tens mais voláteis e que continuou alta (0,5%, na média), e também a alta dispersão. Em maio, segundo o Valor Data, 63% dos itens pesquisados subiram de preço. Sem alimentos, o percentual sobe para 66,7%.

Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, destacou a inflação dos serviços, que voltou a subir ligeiramente. Na passagem de abril para maio, a inflação dos serviços passou de 0,54% para 0,56% e acumulou 8,51% em 12 meses. Excluídas as passagens aéreas, que têm peso grande no grupo e uma sazonalidade muito forte nos períodos de baixa temporada, este número fica ainda mais alto: 0,60% no mês e 8,7% em 12 meses, já maior que os 8,4% com que fechou 2012, também excluídas as passagens, segundo a Tendências.

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