O mercado mundial de frango está “mais confortável que em 2012, mas ainda requer alguns cuidados”.
Brasil reduz produção, mas aumenta receita com exportação de frango

O mercado mundial de frango está “mais confortável que em 2012, mas ainda requer alguns cuidados”, analisa o especialista Fábio Nunes, um dos palestrantes e coordenador da Escola Internacional de Processamento Avícola 2013, curso que será realizado em Chapecó, SC, de 7 a 10 de outubro, numa promoção do Senai, entidade da Fiesc. Nunes salienta que a crise econômica levou norte-americanos e europeus à mudança temporária na dieta alimentar, reduzindo o consumo de proteínas. Ele entende que o setor avícola brasileiro fechará 2013 com uma redução de cerca de 4% na produção, mas com crescimento nas receitas com exportação.
Com 20 anos de experiência em tecnologia de processamento de aves, o consultor Fábio Nunes observa que o consumo mundial de carnes crescerá cerca de 17% nos próximos sete anos, passando de 280 milhões de toneladas (em 2012) para 327 milhões de toneladas em 2020. As estimativas para o frango são um pouco melhores, com a previsão de crescimento do consumo em 22% em oito anos, passando de 104 milhões de toneladas (2012) para 127 milhões de toneladas em 2021. Segundo Nunes, a Ásia absorverá mais da metade (56%) do crescimento. “A elevação das taxas de urbanização e do poder aquisitivo na Ásia, em especial China e Índia, serão os principais fatores para o aumento do consumo de carnes no mundo”, afirma. Segundo ele, os países da América Latina e Caribe responderão por 18%, a América do Norte e a África por 8%, a Europa por 6% e os demais países por 4%.
Nunes aponta que a carne de frango apresenta algumas vantagens na corrida à mesa do consumidor internacional. “É uma carne saudável, não tem restrições religiosas, tem melhor conversão alimentar, menor impacto ambiental da cadeia produtiva, usa menos água na produção, é a carcaça mais vendável e tem excelentes propriedades funcionais”, afirma.
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A Escola de Processamento Avícola 2013 contará ainda com a participação de Marcos Sánchez-Plata, do IICA (Instituto Interamericano de Cooperação em Agricultura), organismo da OEA (Organização dos Estados Americanos), e outros palestrantes de empresas líderes em seus segmentos, do Brasil e do exterior.
Detecção de patógenos
Nos dias 14 e 15 de outubro, o Senai realiza, também em Chapecó, o curso de detecção de patógenos e validação microbiológica no sistema de gestão de segurança de alimentos.
Os dois eventos serão realizados no Senai em Chapecó, na rua Frei Bruno, 201-E – Jardim América – Chapecó.





















