Leia artigo de Raul Benítez, Representante da FAO para a América Latina e Caribe.
América Latina e Caribe sem Fome: uma meta possível

O último informe sobre O Estado da Segurança Alimentar no Mundo 2013 (SOFI), elaborado de forma conjunta por FIDA, PMA e FAO, reflete o significativo avanço na redução da subalimentação no mundo e, em particular, na América Latina e Caribe.
Cabe destacar que no âmbito mundial, em 1990-92, a subalimentação afetava a mais de 2 bilhões de pessoas, ou seja, uma em cada cinco sofriam de fome. Atualmente, esta cifra se reduziu a 842 milhões de pessoas, o que significa uma de cada oito segue sofrendo os efeitos da subalimentação.
Enquanto isso, na América Latina e Caribe os números refletem uma redução da fome durante as últimas duas décadas. Nota-se que, em 1990-1992, o número de pessoas subalimentadas atingiu 65 milhões, ou seja, 15,7% da população.
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Este números nos permitem estar otimistas sobre o quanto a Região cumprirá para atender a Meta do Objetivo do Milênio 1 de reduzir pela metade a proporção de pessoas subalimentadas até 2015.
Nosso otimismo não é baseado somente no cumprimento dessa meta, mas, também, na profunda convicção e compromisso que fizeram os governos e a sociedade civil em trabalhar, incansavelmente, para alcançarmos ser a primeira geração de latino-americanos a viver em uma região livre da fome.
Na nossa região, a FAO lidera este processo ativamente há mais de uma década, cristalizado na Iniciativa América Latina e Caribe sem Fome, impulsionada pelo atual Diretor Geral da FAO, José Graziano da Silva, em que os 33 governos da Região assumiram o firme compromisso de acabar com a fome antes de 2025.
Esses bons resultados não devem ser motivo para diminuir a intensidade do nosso trabalho, mas um incentivo para renovar o nosso compromisso com os 47 milhões de latino-americanos que ainda estão sofrendo as consequências da fome.





















