Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,91 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,48 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,42 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,40 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,91 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 4,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 147,34 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 145,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 166,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 169,09 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 138,33 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 157,91 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,16 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,17 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.342,67 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.260,96 / t
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Pecuária leiteira: a vez dos pequenos produtores

O Brasil é o sexto produtor mundial de leite, com aproximadamente 30,48 bilhões de litros estimados em 2010.

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Pecuária leiteira: a vez dos pequenos produtores

O Brasil é o sexto produtor mundial de leite, com aproximadamente 30,48 bilhões de litros estimados em 2010. Nos últimos 10 anos, a produção brasileira aumentou 54,7%, passando de 19,7 bilhões de litros em 2000 para 30,48 bilhões em 2010.

Neste mesmo período, a produção mundial cresceu 21,8%, ou seja, a expansão da oferta no Brasil foi duas vezes e meia superior à média mundial. Estados Unidos, Índia, China, Rússia e Alemanha são atualmente os principais produtores.

Estatísticas recentes mostram que, comparada a outros países, a produção de leite no Brasil tem ainda uma estrutura bastante pulverizada em termos de unidades de produção.

Os dados indicam também a importância da mão de obra familiar na produção, a exemplo do que ocorreu na maioria das fazendas de leite da Europa e dos Estados Unidos. Nestas áreas, a família representa a principal – senão a única – força de trabalho no curral, o que configura um indicador que merece especial atenção.

No Brasil, segundo o Censo Agropecuário de 2006 do IBGE – o mais atualizado até o momento, mais de 80% dos produtores rurais são agricultores familiares. Além disso, outras estatísticas indicam que, em 80% das propriedades consideradas de agricultura familiar, a atividade pecuária está presente. Isso confirma o aspecto social dos projetos que envolvem o setor.

Dentro de um contexto geral, é pertinente afirmar que vários são os elementos que justificam a implantação de projetos de transformação social. Integrar esforços nos movimentos em benefício do crescimento organizado é desafio ímpar para o enfrentamento das mazelas dos dias de hoje.

A produtividade de 370 litros de leite por hectare ao ano está muito aquém dos padrões mínimos de 10.000litros/ha/ano recomendados para a atividade. Há exemplos de produtividade em torno de 35.000 litros por hectare por ano.

A conjugação das informações oficiais anteriormente especificadas nos faz chegar a uma conclusão lógica: a de que a maioria dos produtores de leite do Brasil convive com rendas familiares baixas, que constantemente se tornam insuficientes para a garantia de sobrevivência digna. Esse aspecto força os produtores, mesmo a contra gosto, a se deslocarem para os centros urbanos à procura, quase sempre desesperada, de novas alternativas –  muitas vezes engrossando as fileiras dos candidatos a programas sociais diversos de garantia de renda.

Diante desse quadro, torna-se urgente o desenvolvimento de ações conjugadas de instituições públicas e privadas, destinadas à melhoria da renda e das condições sociais dos pequenos produtores de leite. São diversos – com destaque para o PRONAF – os projetos voltados para a oferta de recursos com custos reduzidos.

Acontece – e isto é fácil de ser comprovado – que a grande maioria desses produtores, por insegurança, não têm coragem de assumir compromissos financeiros, mesmo a baixos custos.

Mantém-se, assim, um círculo vicioso em que a falta de investimentos gera resultados de baixa produtividade, e também, por consequência, baixa renda, provocando a queda das condições de vida, o desânimo, a insegurança e o desencorajamento.

A transformação dessa situação terá de passar, sem sombra de dúvida, pelo incremento da produtividade, que irá provocar, com racionalidade, o aumento da renda e, certamente, a vontade de continuar progredindo.

A melhoria da produtividade na área produtora de leite, passa, obrigatoriamente, pelo aumento da capacidade de produção de alimentos nesta propriedade, com destaque para o mais econômico deles, que é o pasto. As técnicas de produção de pastos de boa qualidade para rebanhos bovinos leiteiros são conhecidas e relativamente simples de serem implementadas.

No entanto, todos os esforços para conquistar novos produtores interessados, por meio de métodos de oferta de assistência técnica e financiamentos, têm apresentado resultados pífios, tanto em número de produtores envolvidos, quanto de áreas beneficiadas –  a ponto de não alterar as estatísticas do setor, nas últimas décadas.

Então, o que fazer? A proposta consiste na formatação de um programa de implantação de unidades demonstrativas de pastagens racionais nas pequenas propriedades, com a utilização de recursos públicos e privados, nacionais ou internacionais. As vantagens, além da imediata renovação de esperanças para famílias na zona rural, também avançarão pela perspectiva de diversificações de atividades e da adoção, de fato, de práticas de conservação ambiental, tão necessárias e urgentes.

Não queremos um país onde há pessoas vivendo em condições insatisfatórias no meio rural, de norte a sul, e nem assistir às constantes e silenciosas romarias de homens, mulheres, jovens e crianças, do campo para a cidade. Para isso, será necessária a conjugação de esforços e recursos capazes de interferir no processo de produção de leite nas pequenas propriedades, modificando o quadro letárgico em que se encontram.

Não podemos esquecer ainda que a postura irresponsável de meros espectadores, adotada pelas instituições públicas e privadas, em relação às cooperativas às quais esses pequenos produtores estão associados, contribui para o quadro de desamparo no setor.

Alberto de Figueiredo, diretor da SNA

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