Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 63,12 / kg
Soja - Indicador PRR$ 125,96 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 133,50 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,60 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,29 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,94 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,00 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,03 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,87 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 158,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 169,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,88 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 166,09 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.368,85 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.326,57 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 174,86 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 148,94 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 175,64 / cx
Destaque Todas Páginas
Artigo

Pecuária leiteira: a vez dos pequenos produtores

O Brasil é o sexto produtor mundial de leite, com aproximadamente 30,48 bilhões de litros estimados em 2010.

Compartilhar essa notícia
Pecuária leiteira: a vez dos pequenos produtores

O Brasil é o sexto produtor mundial de leite, com aproximadamente 30,48 bilhões de litros estimados em 2010. Nos últimos 10 anos, a produção brasileira aumentou 54,7%, passando de 19,7 bilhões de litros em 2000 para 30,48 bilhões em 2010.

Neste mesmo período, a produção mundial cresceu 21,8%, ou seja, a expansão da oferta no Brasil foi duas vezes e meia superior à média mundial. Estados Unidos, Índia, China, Rússia e Alemanha são atualmente os principais produtores.

Estatísticas recentes mostram que, comparada a outros países, a produção de leite no Brasil tem ainda uma estrutura bastante pulverizada em termos de unidades de produção.

Os dados indicam também a importância da mão de obra familiar na produção, a exemplo do que ocorreu na maioria das fazendas de leite da Europa e dos Estados Unidos. Nestas áreas, a família representa a principal – senão a única – força de trabalho no curral, o que configura um indicador que merece especial atenção.

No Brasil, segundo o Censo Agropecuário de 2006 do IBGE – o mais atualizado até o momento, mais de 80% dos produtores rurais são agricultores familiares. Além disso, outras estatísticas indicam que, em 80% das propriedades consideradas de agricultura familiar, a atividade pecuária está presente. Isso confirma o aspecto social dos projetos que envolvem o setor.

Dentro de um contexto geral, é pertinente afirmar que vários são os elementos que justificam a implantação de projetos de transformação social. Integrar esforços nos movimentos em benefício do crescimento organizado é desafio ímpar para o enfrentamento das mazelas dos dias de hoje.

A produtividade de 370 litros de leite por hectare ao ano está muito aquém dos padrões mínimos de 10.000litros/ha/ano recomendados para a atividade. Há exemplos de produtividade em torno de 35.000 litros por hectare por ano.

A conjugação das informações oficiais anteriormente especificadas nos faz chegar a uma conclusão lógica: a de que a maioria dos produtores de leite do Brasil convive com rendas familiares baixas, que constantemente se tornam insuficientes para a garantia de sobrevivência digna. Esse aspecto força os produtores, mesmo a contra gosto, a se deslocarem para os centros urbanos à procura, quase sempre desesperada, de novas alternativas –  muitas vezes engrossando as fileiras dos candidatos a programas sociais diversos de garantia de renda.

Diante desse quadro, torna-se urgente o desenvolvimento de ações conjugadas de instituições públicas e privadas, destinadas à melhoria da renda e das condições sociais dos pequenos produtores de leite. São diversos – com destaque para o PRONAF – os projetos voltados para a oferta de recursos com custos reduzidos.

Acontece – e isto é fácil de ser comprovado – que a grande maioria desses produtores, por insegurança, não têm coragem de assumir compromissos financeiros, mesmo a baixos custos.

Mantém-se, assim, um círculo vicioso em que a falta de investimentos gera resultados de baixa produtividade, e também, por consequência, baixa renda, provocando a queda das condições de vida, o desânimo, a insegurança e o desencorajamento.

A transformação dessa situação terá de passar, sem sombra de dúvida, pelo incremento da produtividade, que irá provocar, com racionalidade, o aumento da renda e, certamente, a vontade de continuar progredindo.

A melhoria da produtividade na área produtora de leite, passa, obrigatoriamente, pelo aumento da capacidade de produção de alimentos nesta propriedade, com destaque para o mais econômico deles, que é o pasto. As técnicas de produção de pastos de boa qualidade para rebanhos bovinos leiteiros são conhecidas e relativamente simples de serem implementadas.

No entanto, todos os esforços para conquistar novos produtores interessados, por meio de métodos de oferta de assistência técnica e financiamentos, têm apresentado resultados pífios, tanto em número de produtores envolvidos, quanto de áreas beneficiadas –  a ponto de não alterar as estatísticas do setor, nas últimas décadas.

Então, o que fazer? A proposta consiste na formatação de um programa de implantação de unidades demonstrativas de pastagens racionais nas pequenas propriedades, com a utilização de recursos públicos e privados, nacionais ou internacionais. As vantagens, além da imediata renovação de esperanças para famílias na zona rural, também avançarão pela perspectiva de diversificações de atividades e da adoção, de fato, de práticas de conservação ambiental, tão necessárias e urgentes.

Não queremos um país onde há pessoas vivendo em condições insatisfatórias no meio rural, de norte a sul, e nem assistir às constantes e silenciosas romarias de homens, mulheres, jovens e crianças, do campo para a cidade. Para isso, será necessária a conjugação de esforços e recursos capazes de interferir no processo de produção de leite nas pequenas propriedades, modificando o quadro letárgico em que se encontram.

Não podemos esquecer ainda que a postura irresponsável de meros espectadores, adotada pelas instituições públicas e privadas, em relação às cooperativas às quais esses pequenos produtores estão associados, contribui para o quadro de desamparo no setor.

Alberto de Figueiredo, diretor da SNA

Assuntos Relacionados Brasil
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 63,12
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 125,96
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 133,50
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,60
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 5,29
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,94
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 4,72
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 5,00
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 5,03
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 155,87
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 158,61
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 169,71
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 178,88
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 148,76
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 166,09
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,29
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,29
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.368,85
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.326,57
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 174,86
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 148,94
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 158,12
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 175,64
    cx

Relacionados

SI – Edição 329
AI – 1343
SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327