Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Mercado Interno

Estabilidade do preço do suíno é preocupação dos produtores

O estado de alerta acontece em um momento de bom preço do animal vivo, totalmente contrário ao que se apresentou para o produtor em 2012.

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Estabilidade do preço do suíno é preocupação dos produtores

Em debate sobre cenário dos mercados interno e externo da suinocultura, produtores demonstraram preocupação com a variação do preço da carne suína. O estado de alerta acontece em um momento de bom preço do animal vivo, totalmente contrário ao que se apresentou para o produtor em 2012. As conversas aconteceram na tarde desta terça-feira (06.11), durante o 1º Fórum de Discussões da Suinocultura do Centro-Oeste.
 
Durante o painel “Ações de Desenvolvimento do Mercado Interno e Externo: Cenário para Suinocultura para os Próximos Anos”, o diretor executivo da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Fabiano Coser, expôs indicadores que demonstram a variação dos preços da carne suína nos últimos anos e também as taxas de venda para o mercado interno e externo. Segundo a ABCS, o mercado internacional consome 16% dos suínos abatidos no Brasil, enquanto que o restante é consumindo internamente.
 
A variação nos preços, contudo, assusta os produtores. Em 2012, ano de crise para o setor, a carcaça (suíno abatido) chegou a custar R$ 2,20, com o custo ao produtor muito acima disso devido aos altos preços de insumos como o farelo de soja e o milho. Atualmente, a cotação é de cerca de R$ 5,90 por quilo, estando em um patamar alto.
 
Coser apontou que é preciso olhar com mais cuidado para pontos como a sanidade animal, as campanhas de consumo interno, a coordenação do crescimento da oferta de animais e também à regulação da oferta de grãos, em busca de planejar de maneira mais eficiente o futuro do mercado para não repetir cenários como o de 2012. “É preciso também propor um diálogo dentro da cadeia produtiva, em especial com a agroindústria, para coordenarmos o crescimento e evitar a oscilação de preços”, disse.
 
O diretor executivo da ABCS ainda destacou que a taxa de exportação não deve subir pelos próximos três anos, e por esta razão os produtores e a associação devem se esforçar para divulgar a carne suína e aumentar sua demanda no mercado brasileiro. A campanha “Semana Nacional da Carne Suína”, realizada pela ABCS em outubro veio exatamente com esta intenção de despertar os produtores para esta divulgação, e conseguiu aumentar o consumo na maior rede varejista do país em 69%.
 
Para a Associação de Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) além de olhar o mercado, é preciso se prevenir com relação a fatores que podem atrapalhar a produção futuramente. “Não adianta falarmos de mercado, esquecendo as questões sanitárias e ambientais. Precisamos fazer os poderes políticos prestarem mais atenção a isto, os Estados não tem feito sua parte, há certa negligência. Se não tomarmos cuidado, qualquer doença pode vir e jogar todos nossos esforços por terra”, disse o diretor executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues.
 
Infraestrutura também é gargalo
 
Em palestra em um dos painéis da tarde, o secretário executivo da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Alberto Nunes Batista, também destacou as dificuldades de escoamento da produção brasileira. Hoje 70% do volume de cargas são transportados via rodovias, o que gera problemas e alto custo. Segundo Batista, a meta é que se chegue a 50% de transporte rodoviário, e 50% divididos entre ferrovias e hidrovias. “Precisamos buscar uma equalização da matriz de transportes do país”, avaliou.

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