Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,88 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,05 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,81 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,57 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,48 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,06 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,49 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 173,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,05 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 186,84 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.285,02 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,51 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 201,15 / cx
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
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Mercado Externo

Exportações de Santa Catarina para Ucrânia têm queda de 82,7%

O resultado se refere ao primeiro bimestre de 2014. A exportação de carne, principal produto catarinense para o mercado ucraniano, cessou completamente no período.

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Exportações de Santa Catarina para Ucrânia têm queda de 82,7%

Resultados negativos chegaram para o Brasil neste ano com a crise na Ucrânia. Em comparação ao mesmo período do ano passado, no primeiro bimestre de 2014, as exportações brasileiras para a Ucrânia recuaram 60%. Em Santa Catarina, a queda foi ainda maior. As exportações de produtos para o país renderam apenas US$ 1,8 milhão no primeiro bimestre deste ano, redução de 82,7%. No primeiro bimestre de 2013, o valor foi de US$ 10,3 milhões. A exportação da carne, principal produto catarinense para o mercado da Ucrânia, cessou em 2014.

O tabaco, que em 2013 representava 21% das exportações e rendeu US$ 15 milhões, neste primeiro bimestre foi o produto mais exportado com 82% e U$ 1,4 milhão, respectivamente. Para a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Tereza Bustamante, esse clima de instabilidade já tinha começado no segundo semestre do ano passado e os empresários ficaram atentos a esses sinais.

No ano passado, o valor das exportações do Estado para o país havia sido o menor dos últimos cinco anos. Foram US$ 72 milhões, o que representaram menos de 1% do total das exportações. Na comparação com 2012, quando o Estado exportou mais de US$ 130 milhões, houve um recuo de 45%.

“Uma crise afeta todo o sistema econômico de um país, o mercado interno foi afetado e houve redução da demanda, por isso as importações foram reduzidas”, explica Tereza. “Santa Catarina exporta para a Ucrânia produtos primários, de consumo direto e, toda vez que tem instabilidade, ela tende a afetar bastante o transporte. O importador gasta mais com o transporte, com o embarque, para evitar saques, roubos, para garantir que a mercadoria chegue da maneira adequada”, completa.

A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc acredita que em 2014 a situação vai ficar ainda mais complicada. “Pelo menos, neste primeiro semestre, não há previsão de mudanças”.

Carnes
Em 2012, o Brasil exportou US$ 385 milhões em carnes e miudezas; e as exportações catarinenses foram de US$ 110,5 milhões. Importantes frigoríficos catarinenses exportaram para a Ucrânia, como BRFoods e Aurora. No ano passado, as carnes representaram 77% do valor total exportado por Santa Catarina à Ucrânia. Foram US$ 55,9 milhões – houve expressiva redução, -41% para as exportações de carnes do Brasil e -49,5% para as exportações de carnes de Santa Catarina, na comparação com 2012. O cancelamento de compras por razões sanitárias foi um dos obstáculos.

A principal indústria afetada com a crise é a de carne suína. Em Santa Catarina, em 2013, as exportações de carnes de suínos para a Ucrânia foram de US$ 55,4 milhões (18,5 mil toneladas). Em 2012, foram de US$ 109 milhões ou 40 mil toneladas.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), houve queda no número de encomendas nos mais variados mercados no primeiro bimestre de 2014. Para a Ucrânia, as vendas despencaram.

As exportações de carne suína do Brasil fecharam o primeiro bimestre de 2014 com queda de 11,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 71,8 mil toneladas, devido ao impacto da crise na Ucrânia, que no ano passado foi o terceiro importador do produto nesta época do ano. Em Santa Catarina, nos primeiros meses de 2014 não houve exportações de carnes para a Ucrânia.

Para o diretor do Sindicarne/SC, Ricardo de Gouvea, mesmo com essa instabilidade, o mercado está ajustado. O próprio mercado interno está absorvendo essa produção e aumentou a demanda, assim como países como a Rússia, que buscam consumir do Brasil. “A exportação para o Japão vem crescendo em ritmo mais lento, mas está aumentando também vem aumentando sua demanda e compensam a queda de consumo da Ucrânia”, destaca. Gouvea acredita que não há carne sobrando no mercado, pois a produção diminuiu devido à última crise do milho no país, que afetou o setor em Santa Catarina.

A Aurora Alimentos exportava mil toneladas/mês para o país. “Essa suspensão não gerou nenhum problema, porque essa produção foi direcionada ao mercado interno brasileiro, à Rússia, a outros países do leste europeu e África”, acredita Celso Capellaro, gerente de operações da Aurora. Para ele, no período de novembro a março ocorreu uma redução na oferta de suínos.

O abate industrial em janeiro e fevereiro foi o menor dos últimos anos. “Os plantéis de suínos estão relativamente menores em razão das dificuldades que o setor enfrentou em 2012 com a crise dos grãos. O mercado de carne suína está equilibrado, não há excesso nem falta de suínos”, afirma.

O gerente geral de exportação da Coopercentral Aurora Alimentos Dilvo Casagrande, afirma que aumentou a participação de outros países. “A Rússia ampliou número de plantas no Brasil em março, uma de santa Catarina e uma de Goiás”, comenta. Para Casagrande essa dificuldade afeta o valor total das exportações. “Nós tivemos um escoamento dos produtos que iam para a Ucrânia para países do leste europeu, como Moldova, Geórgia, Albânia. A diferença é em termos de preços. As exportações para esses países representam 10% a menos do valor pago pelo mercado da Ucrânia”, revela.

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