Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Economia

Demanda e mercado externo puxam inflação dos alimentos

Os destaques ficaram com as carnes, em alta de 2,83%, o litro do leite, que ficou 5,70% mais caro, a batata, que subiu 26,96% e o tomate, com avanço 14,80%.

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Demanda e mercado externo puxam inflação dos alimentos

Os problemas climáticos do primeiro trimestre deste ano ainda refletem sobre os preços dos alimentos e impulsionaram o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação para abril. Além disso, a pressão do mercado externo nas commodities e a entressafra – fator sazonal – colaboraram para que o grupo alimentos e bebidas tivesse alta de 1,84% no indicador. Em suma, houve aumento na demanda e redução na oferta, logo, elevação nos preços.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo do indicador, os destaques ficaram com as carnes, em alta de 2,83%, o litro do leite, que ficou 5,70% mais caro, a batata, que subiu 26,96% e o tomate, com avanço 14,80%.
“Entramos na entressafra de algumas culturas mas ainda é possível identificar o impacto da estiagem ocorrida entre janeiro e março. A demanda pelos produtos aumentou e, em contrapartida, a oferta diminuiu após o problema do clima”, explica o chefe do departamento de economia da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Cláudio Brisolara.
No caso das carnes, a falta de chuvas afetou as pastagens, e, segundo o economista, desencadeou uma quantidade menor de animais prontos para abate. O avanço nos valores do boi puxam os preços de suínos e aves, uma vez que estes se tornam produtos alternativos para o consumo e têm sua demanda aumentada.
Nestes segmentos, a alta nos custos com ração animal também foram influentes. “Os custos ao produtor, em geral, tiveram aumento. O cenário do setor de bovinos também explica a alta no leite, além do crescimento no abate de matrizes desde 2011. Aliado a isso, o custo de industrialização do leite subiu e, com a constante expansão da demanda, uma hora isso seria repassado ao consumidor”, avalia.
Para Brisolara, o processo de ajuste na pecuária é mais lento e os preços podem demorar mais para se estabilizarem.
Sobre o hortifrúti, o economista da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), Flávio Godas, diz que, historicamente, trata-se de um processo sazonal.
“No verão a demanda por alimentos mais leves aumenta mas minha aposta a partir de agora é de queda para os próximos meses. A prévia do índice Ceagesp, com preços no atacado, registrou baixa de 4,89% para abril, o que, posteriormente, vai acontecer no varejo”, afirma Godas.
No mercado externo, o professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian, enfatiza que a recuperação da economia norte-americana gerou uma pressão nas commodities. “Há uma tendência mundial de aumento nos preços de alimentos”, diz.
Na avaliação do especialista, a previsão para os próximos meses é de estabilidade, a menos que economias como a China apresentem forte recuperação.
Soluções
O presidente da Frente Parlamentar de Agricultura e Pecuária, deputado federal Luís Carlos Heinze (PP-RS), afirma cobrar do governo um mecanismo de armazenamento de água, a fim de evitar impactos tão extensos em função de estiagem.
Para o excesso de chuvas, ainda não foram encontradas medidas cabíveis.
“Outro ponto importante é a desoneração dos alimentos. Nossos tributos são os mais caros do mundo. Desta forma conseguíamos reduzir os custos ao produtor e o repasse ao consumidor”, diz o deputado.
Já para o analista de mercado, Miguel Daoud, a melhor medida seria aumentar a oferta de produtos, investindo em produção. “O governo teria que parar de gastar e incentivar o produtor”, conclui.

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