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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
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Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
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Economia

Aumento de juros custará R$ 890 milhões para a agropecuária

A estimativa, tomando como base a diferença de um ponto percentual entre a antiga taxa, de 5,5%, e a nova, de 6,5%.

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Aumento de juros custará R$ 890 milhões para a agropecuária

O aumento de juros agropecuários anunciado no Plano Agrícola e Pecuário 2014/15 custará R$ 890 milhões aos produtores brasileiros. A estimativa foi apresentada nesta terça-feira (20.05) pelo Sistema Farsul, tomando como base a diferença de um ponto percentual entre a antiga taxa, de 5,5%, e a nova, de 6,5%.

De acordo com a assessoria econômica da Federação da Agricultura gaúcha, o gasto com juros, para contratação dos R$ 89 bilhões previstos para custeio e comercialização a taxas controladas, passará de R$ 4,895 bilhões para R$ 5,785 bilhões. O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, explica que isso retira competitividade da agropecuária nacional. “Estávamos em um processo de queda dos juros para o setor, que passavam de atrozes para civilizados.

Agora, esse movimento foi interrompido. Haverá alta no custo de produção. Recomendamos ao produtor muita austeridade ao analisar as linhas que contratará, a fim de evitar um novo processo de endividamento, que é um problema que já tinha sido resolvido”, afirma Sperotto. A maior crítica do dirigente é com relação aos juros para as linhas de armazenagem e irrigação, que passaram de 3,5% para 4%. “Não abandonaremos a posição de ainda tentar negociar isso com o governo”, afirmou. O dirigente da Farsul ainda lembrou que em outros países, concorrentes do Brasil, os juros são bem menores, chegando a 0,25% ao ano nos Estados Unidos.

Apesar das críticas com relação aos juros, Sperotto considerou o Plano Agrícola e Pecuário 2014/15 satisfatório e destacou aspectos positivos. Segundo a Farsul, a alta de 14,7% no volume total anunciado, que passou de R$ 136 bilhões no ano-safra anterior para R$ 156,1 bilhões no atual, é compatível com o aumento nos custos de produção e a reinserção de novos produtores no crédito oficial, após a renegociação de R$ 500 milhões em passivos, avaliou o economista do Sistema Farsul, Antônio da Luz. O aumento dos limites individuais, especialmente no Pronamp, programa para crédito de médios produtores, também foi elogiado. Nessas linhas, o limite de custeio passou R$ 350 mil por produtor para R$ 400 mil. Já no investimento, essa alta foi de R$ 600 mil para R$ 660 mil.

A Farsul ainda chama atenção para a transparência na apresentação dos dados por parte do Ministério da Agricultura. As tabelas oficiais demonstram que R$ 91 bilhões, ou 59% dos R$ 156,1 bilhões anunciados, são de linhas sem equalização de juros. O economista do Sistema Farsul ainda demonstrou que o gasto do governo para garantir juros controlados ao produtor será de R$ 74,3 milhões neste Plano Agrícola e Pecuário, aproximadamente. “Com esse volume, consegue-se girar R$ 112 bilhões no crédito. É um sistema com baixa participação do Estado, que tem se mostrado melhor do que o do tempo em que os recursos eram do governo”, afirma da Luz. O economista ainda destacou a alta de 49%, de R$ 15,4 bilhões para R$ 23 bilhões, na fatia de recursos livres anunciadas dentro do plano. “É o sistema querendo financiar a agricultura. Um reflexo do bom desempenho das letras de crédito agrícolas (LCA) no mercado”, afirmou o economista.

Outro ponto destacado como positivo foi o adiamento de um ano para a obrigatoriedade do seguro agrícola (Resolução 4.235). Somente a partir de 1º de julho de 2015 passa a valer a obrigatoriedade. “Não temos nem custo e nem produto adequado a real necessidade. Paralelamente a este processo, precisamos melhorar a disponibilidade de valores para subvenção”, diz o presidente da Comissão de Crédito Rural da Farsul, Elmar Konrad. Salienta-se que houve uma evolução significativa no nível de cobertura (sacas por hectare) do ano anterior para o atual, na soja e milho, para todo o Estado. Na soja a média passou de 22 sacas por hectare para 28 sacas/ha. O ideal e o mínimo, segundo Konrad, precisa amparar o total do custo de produção e a meta é buscarmos cobertura parcial da renda do produtor.

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