O governo russo tem conversado com países latinos em busca de outras fontes de suprimentos desde que suspendeu negociações com Europa e EUA.
União Europeia quer convencer Brasil e Chile a não se aproximarem da Rússia

Depois de decretar sanções contra a Rússia, a União Europeia quer convencer Brasil e Chile a não aceitarem substituir o bloco nas exportações de produtos agrícolas para Moscou. A informação foi publicada pelo jornal Financial Times.
O governo russo tem conversado com países da América Latina em busca de fontes alternativas de suprimentos (carnes e outros produtos agrícolas) desde que suspendeu as importações de alimentos da Europa e dos EUA na semana passada em resposta às sanções.
O Brasil autorizou cerca de 90 novas instalações de processamento a começarem imediatamente a exportar carne bovina, suína e de aves à Rússia. Já o Chile foi apontado como um possível beneficiário do embargo russo à importação de peixes da UE.
Esse entusiasmo de países como Brasil e Chile preocupa a União Europeia. “Vamos conversar com os países que poderiam substituir nossas exportações, para indicar que não desejamos que lucrem indevidamente com a situação atual”, disse um alto funcionário da UE ao Financial Times.
Leia também no Agrimídia:
- •Coreia do Sul avalia sistema de defesa sanitária de suínos no RS para ampliar mercado
- •Alerta de temporais: baixa pressão e frente fria trazem chuvas intensas ao Centro-Sul
- •China deve retomar compras de carne bovina brasileira entre outubro e novembro, avalia Abiec
- •Exportação de frango encosta em US$ 1 bilhão e demanda interna sustenta preços
Outro funcionário da UE disse que as conversações seriam “políticas”, para mapear a importância de manter uma frente internacional unida em relação à Ucrânia, em vez de apontar objeções legais.
O bloco pode usar como instrumento de persuasão suas negociações com o Mercosul, iniciadas há 15 anos e estagnadas pelas divergências sobre acesso a mercados.
























