Segundo Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a intenção é formalizar a solicitação no mês de maio, durante Assembleia da entidade, que ocorre em Paris, na França, para obter a certificação em 2016.
São Paulo vai solicitar junto à OIE reconhecimento como área livre de PSC
São Paulo prepara-se para pleitear junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) o reconhecimento de área livre de Peste Suína Clássica (PSC). De acordo com Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a intenção é formalizar a solicitação no mês de maio, durante Assembleia da entidade, que ocorre em Paris, na França, para obter a certificação em 2016.
Segundo ele, o Estado já tem condições de enviar a documentação necessária à entidade internacional e prepara-se para a realização da auditoria ainda neste ano, entre os meses de setembro e outubro. Jardim esteve reunido com suinocultores paulistas para tratar do assunto ontem (25/03), na sede da Secretaria de Abastecimento e Agricultura, em São Paulo. “Já estamos nos preparando para solicitar a certificação. Vamos formalizar nosso pedido na assembleia da OIE em Paris e esperamos que na próxima reunião da entidade, em 2016, já possamos ter esse reconhecimento oficial”, afirma o secretário.
Por decisão da própria OIE, desde o início de 2015 a PSC passou a fazer parte da lista de doenças de reconhecimento oficial da entidade. Antes, os próprios países podiam se autodeclarar livres da enfermidade. Na prática, a mudança pode representar restrições à participação dos países no comércio internacional de carne suína.
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Embora sua produção suinícola esteja voltada ao mercado interno, São Paulo quer estar em condições de igualdade a outros Estados brasileiros. “São Paulo não é um Estado exportador e teoricamente não precisaria dessa certificação. Mas não podemos ver essa questão dessa forma, temos que pensar a suinocultura brasileira como um todo”, explica Valdomiro Ferreira Júnior, presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS).
Segundo Ferreira, a postura do Estado e a iniciativa da secretaria de Agricultura de São Paulo são louváveis, mas ainda falta uma definição mais clara de que ações serão implementadas pelo setor público e quais serão realizadas pelo setor privado para obtenção da certificação e se São Paulo vai pleitear esse reconhecimento sozinho ou junto com outros Estados. “A postura do governo é correta. O momento é oportuno, favorável. Estamos dispostos a reunir esforços, fazer uma parceria público-privada. Mas esse trabalho tem que ser feito com base técnica e principalmente analisando a viabilidade econômica”, afirma Ferreira.
Como São Paulo se prepara
De acordo com Arnaldo Jardim, com vistas à certificação, São Paulo vem intensificado ações no campo sanitário. Segundo ele, atualmente, a secretaria de Agricultura está promovendo a atualização cadastral de todas as granjas suinícolas paulistas. O Estado também está intensificado os procedimentos de vigilância ativa nas propriedades suinícolas comerciais e em suinoculturas de subsistência. Em ambos os casos, as visitas dos técnicos da secretaria passaram a ser trimestrais, explica o secretário. Já nas granjas de terminação as visitas passaram a ser mensais.
A vigilância nas plantas frigoríficas também aumentou, tanto nos de âmbito estadual (que possuem SISP), quanto no federal (SIF). Segundo Jardim, a secretaria de Agricultura também está capacitando seus médicos veterinários oficiais para o reconhecimento e notificação de animais com lesões compatíveis com doenças hemorrágicas. “Estamos seguindo o protocolo da OIE. Os resultados têm sido positivos. Esse nosso trabalho já produziu uma primeira avaliação que nos permite ter tranquilidade para nos apresentarmos como candidatos à zona livre de PSC”, afirma Jardim.





















