Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,48 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 153,49 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 160,43 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,47 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,68 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,21 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,09 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,18 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 133,05 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 143,05 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 147,25 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.529,62 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.447,18 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 125,01 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 143,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,69 / cx
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Acordo de livre comércio

Dilma avisará UE que pode entregar em julho oferta de acordo, diz Katia Abreu

Segundo a ministra da Agricultura Brasil vai agir mesmo que a Argentina resista; negociações se arrastam há 15 anos.

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Dilma avisará UE que pode entregar em julho oferta de acordo, diz Katia Abreu

A presidente da Dilma Rousseff vai informar a União Europeia que o Brasil quer entregar em julho sua oferta sobre o acordo de livre comércio com o bloco, apesar da resistência de outros membros do Mercosul, entre eles a Argentina.

A informação foi divulgada pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, na manhã desta quarta-feira (10) na chegada da comitiva presidencial à Bélgica para a cúpula da UE com a Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), que ocorre até esta quinta (11). A presidente não deu entrevista.

Segundo Kátia Abreu, Dilma vai enfatizar em seu discurso que o Brasil está preparado para entregar sua proposta. Depois, nas reuniões reservadas com alguns líderes (entre eles a chanceler alemã Angela Merkel), ela citará o mês de julho como um prazo para isso, de acordo com a ministra.

“No discurso, ela (Dilma) vai pedir (troca de ofertas) para esse ano. Nós queremos entregar em julho, estaremos prontos”, afirmou a ministra.

Kátia Abreu disse que o Brasil vai agir mesmo que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, hesite em avançar as negociações deste acordo com a UE, cuja negociação se arrasta há 15 anos.

“Não tem jeito, politicamente para ela (Argentina) ficar pra trás hoje é muito ruim. Seria ideal aceitar (acordo), mas se não quiser, ou vem ou vai ficar”, disse a ministra.

Entre os pontos que o governo brasileiro reivindica para o acordo comercial com a UE estão os setores de transporte, alimento, químico-farmacêutico, desenvolvimento e pesquisa.

Cristina Kirchner não está presente à cúpula em Bruxelas, assim como os presidentes Nicolás Maduro (Venezuela) e Tabaré Vázquez (Uruguai).

Em entrevista à rede alemã Deutsche Welle, publicada nesta terça (9), a presidente Dilma afirmou que é “prioritário” para ela selar o acordo comercial neste ano, apesar da resistência do vizinho.

“Do ponto de vista do Brasil, o Mercosul tem condições de fazer esse acordo, e eu buscarei sempre levar os outros países”, afirmou.

A comissária de negócios do bloco europeu, Cecilia Malmström, convidou os ministros do Mercosul presentes em Bruxelas para uma reunião paralela à cúpula UE-Celac para discutir o tema.

Está prevista ainda reunião de Dilma com o premiê grego, Alexis Tsipras, do partido de esquerda Syriza. Eleito em janeiro, ele está no centro de uma crise política e econômica que pode culminar com a saída da Grécia do bloco.

A cúpula UE-Celac reunirá representantes de 61 países, sendo ao menos 40 chefes de Estado. O encontro, porém, é marcado pela ausência de líderes sul-americanos e do cubano Raúl Castro, que enviou seu vice, Miguel Díaz-Canel.

Apesar da ausência de Raúl, a aproximação de EUA e Cuba deve ser celebrada no comunicado final em Bruxelas, mas sem avançar nas relações com a UE, que debate seus passos em relação à ilha.

Especificidades devem ficar fora do texto -esperam-se apenas menções genéricas sobre o fortalecimento das relações políticas e econômicas entre as duas regiões.

Um dos temas abordados pode ser o progresso das negociações para instalar um cabo submarino de fibra ótica ligando Europa e América do Sul, entre Lisboa (Portugal) e Fortaleza (Brasil).

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