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Exportação

Exportações de carne de frango dão sinais de que haverá aumento em junho

A média diária das exportações de carne de frango in natura brasileira, em volume, nas primeiras três semanas de junho é 22,6% superior à registrada em igual período do ano passado.

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Exportações de carne de frango dão sinais de que haverá aumento em junho

As exportações brasileiras de carne de frango estão em ritmo mais acelerado em junho e representantes do setor torcem para que o mês possa ser o começo de uma tendência de alta para as vendas externas do produto no ano.

A média diária das exportações de carne de frango in natura brasileira, em volume, nas primeiras três semanas de junho é 22,6% superior à registrada em igual período do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Se mantida a média diária registrada até a terceira semana do mês, junho pode fechar com volume recorde da série da Secex, de 360 mil toneladas, conforme cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, em nota publicada em seu site na sexta-feira (26).

As exportações brasileiras de frango no acumulado do ano até maio registram queda de 3,1% em volume, a 1,594 milhão de toneladas. Os resultados mensais têm também ficado aquém dos registrados em meses correspondentes ao do ano passado.

“Eu apostaria que junho será o melhor junho de todos os tempos”, disse o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, à CarneTec na sexta-feira.

Martins acredita que as vendas externas possam continuar apresentando crescimento no segundo semestre, em parte como reflexo dos casos de gripe aviária que afetam concorrentes do Brasil no mercado externo.

O Brasil nunca registrou um caso da doença e, desde o início do ano, analistas e representantes do setor esperam que as ocorrências de influenza aviária em outras nações aumentem a demanda pelo produto brasileiro.

“A expectativa que se tem é de fecharmos o ano com crescimento entre 4% a 5%, tanto nas exportações quanto nos abates”, disse Martins sobre o Paraná, estado responsável por um terço das exportações totais de frango do Brasil. O presidente da Sindiavipar afirmou que o forte aumento das exportações em junho pode ser sentido pela indústria na região.

Já o presidente da Associação Paulista da Avicultura (APA), Érico Pozzer, considera cedo para apostar que junho indicará recuperação nos volumes de exportação, já que no acumulado do ano até maio as vendas externas em volume ainda estão bem aquém daquelas no ano passado.

“Se as exportações forem acima de 350 mil toneladas por mês, seria uma boa notícia”, disse ele à CarneTec, ao acrescentar que este patamar teria de se manter mensalmente, até o fim do ano, para que o cenário de vendas externas possa ser comemorado pelo setor.
Em maio, as exportações somaram cerca de 329 mil toneladas, e em abril, 337 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que tem afirmado que espera recuperação das exportações de frango a partir do segundo semestre, quando tradicionalmente as vendas externas são melhores.

A Secex do MDIC informará os dados fechados da balança comercial brasileira do mês de junho, com números sobre exportações de carnes, na quarta-feira (1º), segundo informou a assessoria de imprensa.

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