Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Alimentação Animal

Indústria brasileira de alimentação animal fecha o ano com crescimento de 2%

O bom momento vivido pelo agronegócio nacional, sobretudo pela avicultura e suinocultura brasileiras – que fecham o ano ostentando recordes na produção, exportação e consumo per capita – deram sustentação ao desempenho do setor e nutrição animal. Números foram apresentados hoje (11/12), em São Paulo, no tradicional almoço promovido pelo Sindirações.

Indústria brasileira de alimentação animal fecha o ano com crescimento de 2%

A indústria brasileira de alimentação animal fecha o ano registrando novo aumento de produção. De acordo com levantamento do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), o setor deve encerrar 2015 com uma produção de 66,3 milhões de toneladas de ração, um crescimento de 2% frente ao volume produzido no ano anterior, que foi de 65 milhões de toneladas. A produção de sal mineral também aumentou e fecha o ano na casa de 2,43 milhões de toneladas, ante as 2,37 milhões produzidas em 2014.

O bom momento vivido pelo agronegócio nacional, sobretudo pela avicultura e suinocultura brasileiras – que fecham o ano ostentando recordes na produção, exportação e consumo per capita – deram sustentação ao desempenho da indústria brasileira de nutrição animal. “O ano foi relativamente bom para o setor de alimentação animal, principalmente por conta da performance de alguns setores da indústria de proteína animal, notadamente a avicultura e a suinocultura, no mercado internacional”, avalia Ariovaldo Zani, vice-presidente executivo do Sindirações.

Os números foram apresentados agora há pouco no tradicional almoço que a entidade promove na cidade de São Paulo.

Participação por segmento

Segundo Zani, a avicultura de corte foi o segmento que mais contribuiu para os resultados da indústria de nutrição animal. Em 2015, o setor produtor de frangos de corte demandou 32,4 milhões de toneladas de ração, um avanço de 3,5%, enquanto o alojamento de pintos de corte cresceu 4,7% até setembro. Já a produção de rações para o setor de postura somou 5,5 milhões de toneladas, um recuo de 4,5% em relação aos números de 2014.

A suinocultura também colaborou para os resultados positivos da indústria brasileira de alimentação animal. A produção comercial de suínos encerra o ano com o consumo de 15,7 milhões de toneladas de ração, um incremento de 3% em relação ao total consumido em 2014.

Cenário nebuloso
Para o vice-presidente executivo do Sindirações o tumultuado cenário político-econômico brasileiro, impede a realização de uma projeção precisa para o desempenho da indústria de alimentação animal em 2016. Segundo Zani, o crescimento do setor tende a repetir a performance registrada neste ano, mas para isso depende de uma boa performance do setor de proteína animal no mercado externo.

Segundo ele, a recuperação da economia mundial deve manter a demanda por carnes aquecida no próximo ano, fato que estimularia as exportações brasileiras. “O Brasil como grande fornecedor global de alimentos deve favorecer-se nesse cenário”, avalia. Por outro lado, argumenta Zani, a situação da economia brasileira tende a se deteriorar em 2016, o que prejudicaria um maior consumo de carnes entre os brasileiros. “O próximo ano será de queda da renda per capita em dólares entre as famílias brasileiras. Além disso, o desemprego e a inflação devem se acentuar”, diz.

De acordo com o executivo, esse cenário de más notícias deve desanimar ainda mais o consumidor e enfraquecer a demanda doméstica, o que pode impactar as cadeias produtivas de proteína animal e reduzir o ritmo de crescimento da demanda por rações.

“Com o consumo doméstico fragilizado, o desempenho do setor de alimentação animal vai depender do sucesso ou insucesso das exportações brasileiras de proteína animal. Se de fato a indústria de proteína animal crescer a uma taxa entre 3% e 4% no ano que vem, em relação às exportações e também na produção para atendimento doméstico, o setor de alimentação animal naturalmente vai responder bem. Precisamos, porém, aguardar os desdobramentos”, afirma Zani.
 

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