Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,73 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,42 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,91 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.571,30 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.500,74 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Avicultura

Avicultura prepara-se para um ano de baixo crescimento e foco na competitividade

Será um ano de crescimento modesto e resultados menoresna avaliação do presidente da Associação Catarinense de Avicultura.

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Avicultura prepara-se para um ano de baixo crescimento e foco na competitividade

Avicultura prepara-se para um ano de baixo crescimento e foco na competitividadeApesar do bom desempenho da avicultura brasileira em 2015 – ano em que ampliou em 5% as exportações e manteve a liderança mundial, respondendo por 37% do mercado internacional dessa carne – as projeções para 2016 esbarram na crise do milho que eclodiu neste mês. “Será um ano de crescimento modesto e resultados menores, exigindo foco no aumento da eficiência produtiva e na competitividade”, na avaliação do presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), José Antônio Ribas Júnior.

 A ACAV está preocupada com o comportamento do preço do milho e demais insumos. O ano iniciou com cotações de grãos “insuportáveis” para o setor, 50% acima dos preços praticados em outubro. O dirigente acredita que a entrada da “safrinha” segurará as cotações, mas, de qualquer forma, “neste patamar o setor projeta margens negativas para o ano.” 
 
A maciça exportação está na raiz do problema. Ribas observa que “agregar valor aqui dentro é uma decisão inteligente. Alimentarmos nossos concorrentes externos exportando milho irá tirar oportunidades internas de investimento e crescimento. Penso que isso já seja suficiente para entendermos a importância de contingenciarmos as exportações, como qualquer País faz para proteger seus setores estratégicos.”

As projeções do presidente da ACAV para 2016 são de moderadíssimo otimismo, pois o mercado interno apresenta consumo retraído. “Precisamos estar fortalecidos em casa para sermos competitivos fora”, defende. Lembra que o agronegócio vem sustentando a balança comercial do Brasil e mantendo-se como alavanca da economia, mas, o fôlego do setor é fortemente prejudicado pela retração do consumo, restrições de créditos e taxas crescentes de juros. Acrescenta, ainda, as deficiências logísticas e o peso tributário que os setores produtivos carregam.

– “O ano 2016 no impõe imensos desafios. Superar a crise interna e ampliar o atendimento aos mercados de exportação é fundamental. Estas questões definirão como será este ano. Porém, é na crise que criamos as melhores soluções. Acredito fortemente em nossas competências para fazermos que o ano 2016 não seja um ano perdido.”

Crescimento

Dois mil e dezesseis será um ano para focar em eficiência e otimização de custos. O País precisa seguir investindo em tecnologia para manter a posição mundial em produção em quantidade e qualidade. Porém, diante da forte pressão de custos, entende que é um ano onde a prioridade não é crescer e, sim, avançar em eficiência para mitigar custos crescentes. Sanidade continua tema prioritário na agenda do setor.

Ribas lembra que o Brasil acessa cada vez mais mercados no mundo e essa fortaleza precisa da vigilância de todos o tempo todo. Costuma dizer que “custo machuca, mas sanidade mata”.
 A conquista de novos mercados mundiais é prioridade em 2016. Será necessário estabelecer acordos sanitários do mercado recém-aberto da Coréia do Sul e ampliar a participação no Oriente Médio e Ásia com produtos de maior valor agregado. “Não há fronteiras para produtos competitivos e de qualidade, o que nos faz acreditar em nossas cadeias de aves e suínos”, assinala.

 José Antônio Ribas Júnior deixa uma convicção: “Há muita gente para alimentar no mundo. Há oportunidades para todos, seja buscando diferenciais de qualidade, agregando valor ou simplesmente atendendo demandas básicas de consumos. Para todas estas questões, o Brasil é a resposta.”

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