Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,58 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,35 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 160,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,84 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,33 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,28 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 133,11 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 144,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,31 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 155,66 / cx
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Proodução animal

Preços altos de milho em plena colheita apertam indústria de aves e suínos

A colheita de milho da safra de verão avança no Brasil mas tem sido incapaz de derrubar os preços do cereal no mercado doméstico, pressionando produtores e indústrias de aves e suínos que contam com o grão como base da ração animal.

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Preços altos de milho em plena colheita apertam indústria de aves e suínos

A colheita de milho da safra de verão avança no Brasil mas tem sido incapaz de derrubar os preços do cereal no mercado doméstico, pressionando produtores e indústrias de aves e suínos que contam com o grão como base da ração animal.

Os preços do milho atingiram em meados de janeiro uma máxima nominal histórica, aquecidos por fortes exportações e alta do dólar, e desde então não recuaram.

A saca de 60 kg do milho foi negociada a 43,2 reais na terça-feira, alta de 50 por cento ante 12 meses atrás, e muito perto da máxima histórica de 43,46 reais registrada em 21 de janeiro, segundo o Indicador Esalq/BM&FBovespa, que serve de referência para o mercado físico e para contratos negociados em bolsa.

Ao mesmo tempo, a colheita da primeira safra de milho da temporada 2015/16 está em pleno andamento no Sul do país, principal região produtora nesta época do ano e que concentra boa parte das granjas de aves e suínos do país.

A colheita já alcança 38 por cento da área plantada no Rio de Grande do Sul e 24 por cento no Paraná, segundo dados de órgãos estaduais.

“O preço não tem cedido em nada, mesmo com a entrada mais forte da colheita de milho no Sul do Brasil”, disse o conselheiro de Relações com o Mercado da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, Valdecir Folador.

Segundo ele, os custos com insumos –dentre os quais o milho é o mais importante– estão bem acima dos preços pagos pelos animais.

No Rio Grande do Sul, sua região de atuação, Folador estima que o custo de produção de suínos está em 3,80 reais por quilo, ante uma receita líquida de 2,80 reais na venda aos frigoríficos.

“Para a avicultura e suinocultura está muito ‘puxado’. Aqui no oeste catarinense a safra de milho já se esgotou”, disse o diretor de compras da cooperativa Aurora, Jacó Ritter, responsável pela originação em uma das maiores produtoras de aves e suínos do Brasil, com consumo de quase 1,4 milhão de toneladas de milho por ano.

Em meados de janeiro, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa indústrias de aves e suínos do país, incluindo gigantes globais como BRF e JBS, já alertava que a colheita da primeira safra do cereal poderia ter tamanho pequeno para atender às necessidades do país, entre exportações e consumo interno.

O governo federal prometeu, no início deste ano, leiloar 500 mil toneladas de estoques públicos para tentar esfriar o mercado.

Já foram realizados 3 leilões ao longo de fevereiro, ofertando cerca de 447 mil toneladas, encontrando compradores para 240 mil toneladas, ou 54 por cento do total.

A explicação para a demanda menor que o esperado, segundo analistas, está em questões técnicas e não na ausência de demanda. Itens como qualidade de alguns lotes, localização das cargas, preço inicial relativamente elevado e necessidade de pagamento ao governo em 48 horas teriam afugentado alguns compradores.

Na opinião do sócio-proprietário da corretora Agrinvest Commodities, Eduardo Vanin, haverá pouco espaço para alívio nos preços de milho neste ano, após exportações recordes em 2015 e com as cotações futuras de milho e do dólar apontando para novas altas.

“A combinação de carry na CBOT (curva ascendente dos preços do cereal no mercado futuro) e a forte inclinação da curva a termo do câmbio deve enxugar o mercado novamente… O Brasil vai exportar tudo que der novamente esse ano”, disse ele.

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