Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Economia

Preço do frango subirá de 10% a 15% até julho

A explicação é que o reajuste não é uma tendência, mas uma necessidade do produtor, que está pressionado pelo preço desenfreado do milho, responsável por 70% dos custos do setor.

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Preço do frango subirá de 10% a 15% até julho

O preço do frango para o consumidor deve aumentar de 10% a 15% até julho. A previsão é do presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Nestor Freiberger. A explicação é que o reajuste não é uma tendência, mas uma necessidade do produtor, que está pressionado pelo preço desenfreado do milho, responsável por 70% dos custos do setor.

“Nós vivemos uma escassez na oferta de milho desde o último trimestre de 2015. A alta de mais de 60% no preço do grão está massacrando o produtor, que vai fechar março com prejuízo pelo terceiro mês consecutivo”, desabafa Freiberger. O dirigente diz que há um contrassenso no mercado de milho gaúcho, que está retendo ou exportando a produção ao invés de vendê-la no mercado interno para atender a demanda local. “Para aliviar o preço das rações está sendo importado milho da Argentina, enquanto quem tem o produto aqui decidiu especular”, reclama.

Freiberger afirma que a Asgav está orientando o produtor para que tenha cautela neste momento, no sentido de não fazer compras de ração maiores que a necessidade e não vender suas aves e ovos por preço aviltado. “Nos próximos meses, com a entrada da safrinha, a situação deve se estabilizar. É interesse da avicultura manter seus produtos com bons preços, para atingir uma faixa da população cujo poder aquisitivo é menor”, ressalta.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, diz que, nos últimos seis meses, o setor avícola enfrentou aumento de custos próximo a 23%, dos quais 9% correspondem ao peso do milho. Segundo Turra, o repasse ideal ao preço de venda seria de 15%, mas não há como o produtor mandar esta conta para o consumidor. “Estamos num momento da economia em que o consumidor já está com muitas dificuldades”, avalia, admitindo que, diante disso, não haveria como repassar este percentual para o preço final.

Nas gôndolas dos supermercados gaúchos, os preços do frango e dos ovos vêm aumentando gradativamente desde o início de 2016. Segundo levantamento da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), o quilo do frango, que em janeiro era de R$ 6,47, chegou a R$ 6,61 na terceira semana de março, com variação de 2,16%. No mesmo período, a dúzia de ovos passou de R$ 4,69 para R$ 5,39.

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