Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,53 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 159,94 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 8,36 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.553,71 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.454,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 161,54 / cx
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Exportações de frango halal a países muçulmanos crescem 14,5%

Rio Grande do Sul vendeu 138 mil toneladas de aves de janeiro a maio

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Exportações de frango halal a países muçulmanos crescem 14,5%

Foto: Reprodução Correio do Povo / Alina Souza

A fidelização de importadores que fazem exigências específicas, como os países muçulmanos, é um caminho que tem sido percorrido pelo setor de proteína animal para ampliar cada vez mais os embarques. Formado por consumidores islâmicos de dezenas de países, o maior desses mercados é o de produtos halal, que permanece em crescimento. Tanto que, nos primeiros cinco meses de 2016, adquiriu 883 mil toneladas de frango do Brasil. O volume é 14,5% maior que o de 771 mil toneladas do mesmo período do ano passado. Os principais compradores são Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kuwait.

“O Brasil sempre foi muito fiel ao cumprimento das práticas”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, referindo-se ao atendimento das exigências dos importadores. Se o produto for temperado, não é permitido o uso de ingredientes que não sejam halal. O mercado muçulmano proíbe o abate mecânico dos animais, como é o padrão na indústria brasileira, e requer o manual, com uso de utensílios adequados, como faca suficientemente afiada para evitar o sofrimento e causar a morte rápida. Além disso, todo o processo deve ser acompanhado por inspetor muçulmano treinado para a função.

No Rio Grande do Sul, os embarques para os países do Oriente Médio, onde predomina o islamismo, cresceram 17% de janeiro a maio de 2016, saltando de 118 mil toneladas no mesmo período do ano passado para 138 mil toneladas. No Estado, pelo menos quatro indústrias trabalham com abate halal: a JBS, de Montenegro, a Minuano, de Lajeado, a Languiru, de Westfália, e a Agrosul, de São Sebastião do Caí. “É um mercado de extrema importância e que vem crescendo”, ressalta o diretor executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, lembrando que o abate halal representa, em média, 30% das exportações de frango do Estado.

Para o executivo, o diferencial do Rio Grande do Sul está na flexibilidade da indústria para atender às normas e na larga escala de produção. É o caso da Agrosul, que diariamente abate, em média, 75 mil aves dentro dos padrões halal. Embora a produção não seja toda destinada a este público, todos os animais são abatidos manualmente, respeitando os preceitos halal. É assim desde 2003, quando o frigorífico passou a atender a esse mercado.

Presidente da Agrosul, Nestor Freiberger explica que é “muito difícil separar” as linhas de produção. Por isso, a decisão de unificar o sistema pelo padrão halal. Outro fator que influenciou foi o crescimento das comunidades muçulmanas locais, decorrente da chegada de trabalhadores estrangeiros. O movimento mais recente já dá reflexos positivos. De janeiro a junho de 2016, 3% da produção média para o período, que chegou a 19,8 mil toneladas, foram destinados a clientes do mercado interno que exigiam certificação de comunidade muçulmana. No primeiro semestre do ano passado, 1,2% da produção foi destinada à comunidade muçulmana já instalada no Brasil.

No acumulado de janeiro a junho de 2016, a Agrosul exportou 6 mil toneladas de carne de frango. Deste total, 2,2 mil toneladas, ou 37%, foram produtos halal destinados a países muçulmanos como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Líbano e Omã. O volume dobrou se comparado ao mesmo período do ano passado, quando a empresa embarcou 1,1 mil toneladas em frango halal — 21% de um total de 5,2 mil toneladas de carne exportada.

Pesquisador em Relações Internacionais da Fundação de Economia e Estatística (FEE), Ricardo Leães destaca que a participação dos países muçulmanos no destino das exportações vem crescendo nos últimos cinco anos. Um dos motivos, explica, é que as sanções dos Estados Unidos, que dificultavam o acesso ao crédito internacional, foram levantadas, permitindo que estes países voltassem a negociar. Como exemplo, cita a participação da Arábia Saudita nas exportações gaúchas, que cresceu de 1,32% em 2014 para 1,94% em 2015. Segundo Leães, são países para os quais o Brasil não deu importância por muito tempo, mas que têm potencial. “Não são produtores de alimento e têm renda significativa”, destaca o pesquisador.

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